Bissau – Os líderes das três principais religiões monoteístas da Guiné-Bissau criticaram hoje (sexta-feira) a “violência verbal” de alguns candidatos às eleições presidenciais antecipadas do próximo dia 28.

Em declarações, o pastor José Paulo (da igreja Evangélica), o padre Domingos Cá (vigário geral da Igreja Católica) e El Haj Abdou Bayo (presidente do Conselho Nacional Islâmico) lamentaram que “certos candidatos” estejam a utilizar a “violência verbal” nas suas acções de campanha.“Neste momento o que estamos a ver (…) é que há candidatos que talvez não estejam a respeitar rigorosamente o desejo da Igreja Católica e, de uma maneira geral, do povo guineense, que vai no sentido de uma linguagem não violenta. Os discursos de alguns candidatos são muito violentos”, declarou o padre Domingos Cá.

O vigário geral da Igreja Católica lamentou o facto de “alguns candidatos” não estarem a respeitar a exortação dos líderes religiosos guineenses, feita dias antes do arranque da campanha eleitoral, que apelava para uma campanha na base da verdade e do respeito.

“A exortação para a construção de um clima que favoreça um bom desenrolar das eleições, parece não estar a ser respeitada”, afirmou Domingos Cá, frisando, contudo, que “ainda há tempo para os candidatos corrigirem aquilo que tem sido errado nos seus discursos”.

Mais contundente na análise ao comportamento dos candidatos foi o presidente do Conselho Nacional Islâmico.

El Haj Abdou Bayo convidou os candidatos que usam a linguagem violenta a calarem-se “se não tiverem nada mais para falar ao povo”.

“O candidato que não tiver nada para falar ao povo, a não ser a violência e a divisão, que esteja calado. O povo deve conhecer esses candidatos e castigá-los, isto é, não votar neles. Estamos cansados de tanta violência, queremos apenas a paz” defendeu Abdou Bayo.

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Por seu turno, o pastor José Paulo da igreja Evangélica considerou que os candidatos devem aproveitar a campanha eleitoral para apresentar “projectos concretos” para que possam ser “julgados no dia da votação” pelos eleitores.

“Desejamos uma campanha cívica, pautada pela transparência, pelo rigor na informação que os candidatos dão ao povo para que este possa escolher os melhores projectos e projectos concretos que serão julgados no dia da votação”, considerou José Paulo.

AngolaPress/padom.com

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