José Júnior diz que ficou feliz com a prisão do Pr. Marcos Pereira

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Coordenador do AfroReggae, José Júnior, diz que ficou feliz em saber que Pr. Marcos Pereira está preso e afirma que “Tem muito mais por trás do Marcos, e vai aparecer.”
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Coordenador do AfroReggae, José Júnior, diz que ficou feliz em saber que Pr. Marcos Pereira está preso e afirma que “Tem muito mais por trás do Marcos, e vai aparecer.”

José Júnior, coordenador do Grupo AfroReggae, em entrevista ao O Globo, diz que ficou orgulho e feliz quando soube da prisão do pastor Marcos Pereira.

Júnior, que era aliado de Marcos Pereira, hoje desafeto número um do pastor, disse que estava na Espanha quando soube de sua prisão.

“Estava na Espanha, quando o meu telefone tocou e uma pessoa me deu a notícia. Minha reação foi de orgulho e felicidade. Fiquei muito orgulhoso. Não de ter tomado a iniciativa de denunciar suas ligações com o crime, mas pelo trabalho realizado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Também pela coragem de dezenas de pessoas que procuraram os policiais para prestar depoimento, correndo riscos. Fiquei feliz. Parabéns aos delegados Márcio Mendonça, titular da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), e Martha Rocha, chefe de Polícia do Rio. Estava na Espanha, quando o meu telefone tocou e uma pessoa me deu a notícia. Minha reação foi de orgulho e felicidade. Fiquei muito orgulhoso. Não de ter tomado a iniciativa de denunciar suas ligações com o crime, mas pelo trabalho realizado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Também pela coragem de dezenas de pessoas que procuraram os policiais para prestar depoimento, correndo riscos. Fiquei feliz. Parabéns aos delegados Márcio Mendonça, titular da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), e Martha Rocha, chefe de Polícia do Rio.”, disse José Júnior.

José Júnior foi o responsável pelas denuncias que levaram a polícia e o Ministério Publico a investigar os supostos crimes cometidos pelo pastor Marcos Pereira. Ele disse à publicação que antes das investigações policiais o procuraram e confidenciaram que todas as investigações instauradas contra o religioso seriam arquivadas, pois sofriam pressões de pessoas poderosas ligadas a Marcos Pereira.

“O Marcos Pereira tinha muito poder por suas relações políticas. Relações, aliás, que ele ainda tem, que ainda são mantidas. Laços com o poder, com outros líderes religiosos. Ou seja: o delegado Márcio Mendonça deve ter sofrido pressões, mas foi em frente. Levou as denúncias adiante. A Martha Rocha, num encontro que tivemos, garantiu que iria investigar as denúncias, chegando às últimas consequências. Prometeu e cumpriu. O MP também foi eficiente, corajoso. Então, eles merecem meus parabéns.”, disse Júnior.

Ao ser questionado se o pastor Marcos o havia ameaçado de morte, José Júnior critica o religioso dizendo: “Primeiro, eu gostaria de dizer que o Marcos Pereira não é pastor, não merece ser chamado de pastor pela imprensa. Ele não é nada. Ele se intitulava pastor, se autodenominava pastor. Chamá-lo de pastor é um grande desrespeito com os verdadeiros pastores, com os verdadeiros evangélicos, com as igrejas protestantes de um modo geral. Então, ele não pode continuar sendo chamado de pastor.”

Júnior explica que não recebeu ameaças diretamente do pastor, mas que descobriu planos de assassina-lo. “Fui informado de que pistoleiros, matadores de aluguel, tinham sido contratados por ele para me matar. Pelas relações com políticos que o Marcos tem e pelas ligações com o crime organizado, ele era considerado intocável. Quando resolvi denunciar, buscar provas de seus crimes, passei a ser uma ameaça. E ele contratou pessoas que me eliminar.”, denuncia José Júnior.

Ao comentar com sua antiga amizade com Marcos Pereira, José Júnior diz que foi vítima de Pereira, – Falava bem dele aos meus amigos, sem saber que, enquanto isso, ele praticava crimes, se associava aos políticos e criava um círculo nefasto e bem organizado. Em 2009 e 2010, passei a ser procurado por pessoas que passaram a contar histórias de seus crimes.

No final da entrevista, José Júnior alerta vai surgir novos crimes contra o pastor, e que “Isso que apareceu até agora não é nada. Tem muito mais por trás do Marcos, e vai aparecer. Uma vez eu falei que só pararia de denunciar o Marcos, que eu só iria sossegar, quando ele vestisse a camisa verde da Seap (Secretaria estadual de Administração Penitenciária) e aparecesse de cabeça raspada. Então agora vou parar e deixar nas mãos da polícia e do MP.”

Portal Padom

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