jesusvidaveraPrefeitura do município capixaba articula para retirar o evento Jesus Vida Verão da Praia da Costa em 2010.
Considerado o maior evento evangélico de praia, o Jesus Vida Verão (JVV) está na mira da Prefeitura de Vila Velha (ES). Realizado há 18 anos nas areias da Praia da Costa, naquela cidade capixaba, o festival, que acontece sempre nos fins de semana de janeiro, pode ser obrigado a mudar de lugar. Moradores, turistas, comerciantes e autoridades da cidade estão descontentes com o suposto transtorno causado pelo evento, que neste ano chegou a reunir 100 mil pessoas. Ao longo de quatro fins de semana, shows musicais, pregações, apresentações de arte e dança e muita oração tomaram conta da praia, numa iniciativa da Primeira Igreja Batista da Praia da Costa (PIB). A alegria dos crentes contrasta com a contrariedade das autoridades municipais. “O local não comporta um público desse, o que provoca vários transtornos de todas as naturezas para a região”, critica o secretário de Defesa Civil de Vila Velha, Ledir Porto. “Nós entendemos que eventos religiosos que pregam o nome de Jesus não podem se tornar um transtorno para a sociedade.” Durante o carnaval deste ano, a administração municipal, que tomou posse em janeiro, realizou uma consulta com cerca de 450 pessoas, entre turistas, moradores, comerciantes, barraqueiros e quiosqueiros. Dentro de no máximo 20 dias, sai o resultado, que pode determinar a retirada do JVV das areias da Praia da Costa na programação do verão 2010. “O indicativo da consulta, até o momento, é que o local já não comporta mais um evento como o Jesus Vida Verão”, afirma Porto.
O festival virou alvo de uma Ação Civil pública desde o fim de 2001, movida pelo Ministério Público contra o município de Vila Velha. O processo tem o intuito de não extinguir o evento, mas de remanejá-lo para um outro local considerado mais viável estruturalmente. Os comerciantes da orla sugeriram que a festa evangélica fosse transferida para a Prainha, mas a hipótese foi rejeitada pela organização. Segundo o pastor Evaldo Carlos dos Santos, da PIB, o evento é praiano e não tem sentido ser realizado em outra localidade. Ele também questiona o fato de a consulta popular ter sido realizada durante o carnaval, época em que, de modo geral, existe certa rejeição a atividades religiosas. O pastor diz ainda que a comunidade evangélica de Vila Velha não vai abrir mão do espaço na orla.

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(Com reportagem da Gazeta Online)

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