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Grupo médico cristão pede às igrejas que parem de se reunir em meio à segunda onda de covid ‘Não faça da igreja um ídolo’

Associação Médica e Odontológica Cristã dos Estados Unidos, alertam as igrejas para que parem de realizar cultos presenciais devido a segunda onda do coronavírus no país

Culto de 08 de novembro, na AD Brás em São Paulo (imagem ilustrativa para a matéria)
Culto de 08 de novembro, na AD Brás em São Paulo (imagem ilustrativa para a matéria)

A Christian Medical and Dental Association (Associação Médica e Odontológica Cristã), está exortando as igrejas a pausar as reuniões pessoais a fim de retardar a disseminação do coronavírus nos Estados Unidos.

Em um comunicado divulgado na semana passada, o CMDA destacou o número recorde de casos diários nos Estados Unidos, destacando que a pandemia está aumentando à luz dos dados recentes.

De acordo com o Projeto de Rastreamento COVID, os Estados Unidos bateram um novo recorde na última sexta-feira com 193.000 casos diários.

“Temos que desacelerar a maré crescente de casos COVID-19, ou nossos hospitais serão invadidos”, disse o CMDA em sua declaração intitulada “Um apelo às nossas igrejas”, de autoria de Jeffrey Barrows e Dr. Christopher Hook. Hook que é hematologista e especialista em ética médica de Minnesota. Barrows é um obstetra e especialista em ética médica que mora em Ohio.

“O tempo que leva para os EUA acumularem um milhão de casos caiu de 44 dias para apenas sete dias. A pandemia não apenas chegou; está atingindo com a força de um furacão e atingiu um ponto de crise.”

“O setor que está sofrendo o impacto desta pandemia violenta é o nosso sistema de saúde, especialmente os profissionais de saúde que constituem a espinha dorsal do nosso sistema de saúde.”

Embora a igreja seja uma prioridade, “ela não deve se tornar um ídolo”, enfatizou o grupo, fundamentando sua declaração nas palavras de Jesus nos Evangelhos sobre o amor ao próximo.

“Amar a Deus com todo o nosso coração, mente e força é a nossa primeira prioridade, e isso pode ser feito com nossas famílias fora da igreja. Isso pode ser feito através dos dons da comunicação eletrônica que nos permite unir-nos virtualmente a outros membros da igreja, não estamos sendo impedidos de ter Bíblias, ler as Escrituras e cantar canções de louvor porque podemos fazê-los em casa e com a igreja por meio dessas ferramentas virtuais”, disse.

“A questão aqui é o segundo maior mandamento: amar uns aos outros como amamos a nós mesmos. Restringir uma reunião por uma temporada não tem a ver com medo de contrair o vírus.

“Em vez disso, trata-se de amar uns aos outros e minimizar o risco para as pessoas vulneráveis ??ao nosso redor. Como membros do corpo de Cristo, somos chamados para ser Seus embaixadores (2 Coríntios 5:20). Isso significa que Cristo nos escolheu para revelar Seu amor e graça a todos ao nosso redor. Escolher adiar a reunião como uma igreja é uma declaração de amor. “

O CMDA continuou a lamentar que os cristãos estão se tornando mais desprezados na sociedade porque parece que eles só se preocupam com as liberdades individuais e estão contribuindo para que outros fiquem doentes.

“Como profissionais de saúde cristãos, iremos voluntariamente restringir nossas ‘liberdades’ por um tempo para ajudar a proteger nosso vizinho”, disse o CMDA.

Gráfico de vigilância de hospitalização do CDC | Rede de vigilância de hospitalização associada ao CDC COVID-19

“A escolha voluntária de não nos reunir nos permite fazer uma declaração que não seja ofuscada por uma restrição governamental. Permite que uma igreja proclame em sua localidade que se preocupa tanto com seus membros, família e amigos que está disposta a abrir mão de seu direito de se reunir. Isso permite que cada igreja faça uma declaração de amor, não apenas com suas palavras, mas através da ação de não mais se reunir.”

A carta vem após uma série de processos judiciais contenciosos em que vários estados têm imposto restrições às igrejas por causa da crise de saúde pública. Grupos religiosos em Nova York e Califórnia, entre outros, entraram com ações judiciais sobre os limites da reunião.

Fundado em 1931, o CMDA conta com mais de 20.000 profissionais de saúde.

No Brasil, muitos acreditam que a segunda onda virá logo após o dia 29 de novembro, em que ocorrerá o segundo turno para as eleições municipais, levando a população a crer que estão usando esse vírus com objetivos políticos.

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