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Este questionamento me veio à mente e comecei a refletir sobre isso depois de uma experiência que vivi na quinta-feira (14/6). Eram 13h00min e de repente toca o meu celular, atendo e do outro lado da linha uma irmã de nome Maria de uma igreja de Itaboraí (por questões éticas vou omitir o nome) que se dizia agradecida a Deus por minha vida e ministério, ligava para testemunhar sobre o que Deus fez por ela através de uma mensagem minha publicada no Jornal Gospel News edição do mês de Maio cujo título era “SE AQUILO QUE TE FAZ PARAR FOR MAIOR DO QUE AQUILO QUE TE IMPULSIONA ENTÃO O FRACASSO BATE À SUA PORTA!” Dizia ela que até ler a minha coluna estava decidida a abandonar a igreja, a não se envolver com mais nada que se referisse a obra de Deus, dizendo-se decepcionada com o comportamento de alguns pastores e demais servos de Deus, ou seja, ela estava desistindo do Evangelho. Mas dizia ela, que, ao ler a mensagem Deus falou profundamente ao seu coração e que não iria mais fazer isso, que Deus a havia confortado e transformado o seu pensamento e renovado suas forças e esperança. Isso não me envaideceu porque sei muito bem quem é o AUTOR da obra (JESUS) e que sem Ele nada posso fazer, mas com certeza alegrou o meu coração e ainda pude ministrar mais sobre a vida desta senhora que desligou o telefone depois de cerca de 15 minutos de conversa e testemunho declarando estar orando por minha vida, família e ministério e creio que selei definitivamente essa vida para Cristo.

Isso me fez pensar como as experiências que vivemos com Deus sempre tem um propósito e este fato me conectou diretamente com o que está escrito em Mateus 18:12-14 que traz à memória a responsabilidade que cada um de nós tem, independente de cargo ou chamada ministerial, uma responsabilidade pertinente a todo servo de Deus.

12 – Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou?

13 – E, se porventura achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram.

14 – Assim, também, não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca.

Fico olhando o contexto de nosso meio evangélico e vejo como muitos, mas muitos homens e mulheres de Deus estão muito mais preocupados em estarem envolvidos com grandiosos eventos gospel, querendo alcançar multidões e multidões de pessoas querendo ser reconhecidos como grandes ganhadores de almas, realizadores de milagres e alguns até mesmo trazendo para si a gloria que pertence somente a Deus. É mais do que evidente que o ganhar almas para Cristo faz parte da essência do Evangelho, mas vejo que um dos graves problemas hoje em dia é a não preocupação em mesmo grau de mantermos no caminho de Cristo aqueles que já foram ganhos para Ele. E este fato desta irmã com os versículos que nós lemos nos revelam a certeza de que não somente o ganhar almas tem valor para Cristo, mas também o não deixar se perder também tem o mesmo valor. Deus coloca no mesmo patamar, na mesma grandeza, na mesma escala de valor, o ganhar almas e o não deixar que se perca uma.

Muitas igrejas evangélicas não estão crescendo, estão apenas inchando, pois a proporção de pessoas que entram é a mesma que sai. Isto tem uma explicação ou causa, qual seja a falta de preocupação e cuidado com vidas. Preocupam-se mais hoje me dia com a quantidade de pessoas que freqüentam os cultos, com as entradas de dízimos e ofertas, com as construções de grandes templos, com a ampliação de outros, preocupa-se mais com normas e diretrizes, ou seja, a principal preocupação é com o material. Enquanto isso, milhares de pessoas estão sofrendo dentro das igrejas, sendo induzidas pela insensibilidade humana a se afastarem de Deus.

A visão de muitas igrejas hoje está na contramão do princípio primário que Cristo nos ensinou, qual seja, Mateus 28:19 – Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Jesus não mandou primeiro gerarmos obreiros, não mandou gerarmos vencedores, não mandou gerarmos conquistadores… Ele nos mandou gerar discípulos. Por isso muitas igrejas evangélicas sofrem em sua base, pois geram muitas coisas, menos discípulos.

Quem gera discípulos, gera filhos de honra para Deus, gera pessoas preocupadas com o próximo, gera a continuidade e perpetuidade do Evangelho de Cristo. Quem gera discípulos gera vida na vida de outros e conseqüentemente na sua própria vida, pois frutifica para a gloria de Deus.

Depois disso tudo quero dizer que continuo acreditando na visão que Deus me deu, a de que a minha maior necessidade não é de estar envolvido em grandiosos eventos de massa, sendo reconhecido por homens, recebendo “tapinhas” nas costas, ser ovacionado por uma grande multidão ou recebendo elogios de grandes mestres. Eu preciso somente estar na direção de Cristo, fazendo o que Ele mandar, falando e escrevendo o que me disser e além de ganhar almas, mesmo que não sejam tantas assim, seguir firme no propósito de não deixar que aqueles que já estão no aprisco se percam.

Graça e Paz!

Nele, por Ele, para Ele.

Pr. André Lepre

 

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