Paulo GandarinhoPaulo Gandarinho, pároco de Aguada de Cima, em Águeda confessa que não tem “pregado olho” nas últimas noites com receio de “chegar a vez” da sua igreja ser visitada pelos ‘amigos do alheio’ que “andam a alarmar” a população do concelho.

Esta semana registaram-se, pelo menos seis assaltos em locais de culto em todas as paróquias, suspeitando-se que sejam da autoria do mesmo grupo que procura, sobretudo, objectos em metal de valor que possam “facilmente” trocar em receptadores por dinheiro.Na aldeia serrana de Belazaima do Chão, esta quarta-feira era visível o desalento entre os residentes mais próximos da Igreja Matriz de S. Pedro, no centro da freguesia, que sofreu de segunda para terça-feira “uma limpeza como nunca se viu”.

Os assaltantes arrombaram as portas da sacristia e de um anexo que serve de sala de catequese para deitar mão “a algumas das preciosidades”, deixando, curiosamente, outros equipamentos, como a aparelhagem sonora.

Desapareceram, entre outros objectos de valor, uma dúzia de castiças em metal, duas custódias, uma ouro branco com mais de 60 anos, o tampo da pia baptismal em cobre martelado, cálices e salvas em prata e uma série de peças em metal. Mais de 15.000 euros de prejuízo “garantidamente”, para além “do valor afectivo e sem preço”, disse o padre Gandarinho que também está à frente da paróquia de Belazaima.

Em jeito provocatório, beberam o vinho das missas e deixaram a garrafa vazia que o povo guardou para a polícia retirar possíveis vestígios.

A Igreja de S. Pedro, como todas, “não tem seguro” e estava para receber “em breve” um alarme, mas nem isso tem impedido que outros templos com segurança sejam assaltados.

A GNR e a PJ investigam a ‘vaga’ de assaltos a capelas e igrejas, admitindo-se que os autores sejam do mesmo grupo, embora se façam transportar em pelo menos duas carrinhas.

.noticiasdeaveiro/padom.com

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