No dia 22 de julho, uma mulher chamada Charlie Rogers, chegou se arrastando a casa de uma vizinha, sangrando e com sinais de ter sido agredida. A vizinha chamou a polícia imediatamente, quando Charlie disse que três homens encapuzados haviam entrado em sua casa e que tinham lhe ferido muito.

A mulher agredida tem 33 anos, é lésbica, e ex-jogadora de basquete da equipe da Universidade de Nebraska. Quando a policia chegou, afirmou que os três homens havia entrando em sua casa, lhe amarrado com tiras de plástico em sua cama pelos pulsos e tornozelos, lhe fazendo cortes nas nádegas e panturrilhas, além de tatuarem em seu peito com uma faca uma cruz e frases homofóbicas em seus braços e estomago, assim como outros insultos pintados nas paredes. Rogers contou ainda que os agressores só saíram de sua casa quando tentou incendiar.

Um rápido exame revelou que, de fato, Rogers mostrava sinais de ter sido abusada, mas os ferimentos eram superficiais. Além disso, nas paredes de sua casa foram encontrados restos de gasolina e frases contra os gays.

A história foi divulgada muito rapidamente pela internet. As organizações LGBT da cidade  imediatamente lançou uma campanha de apoio.  A Heartland Pride, uma organização local de gays e lésbicas, convocou uma manifestação próxima ao parlamento do Estado, com a participação de milhares de pessoas, e reuniu cerca de dois mil dólares, que foram entregues a Rogers.  A Primeira Igreja Congregacional de Plymouth realizou uma cerimônia em sua honra e o prefeito da capital do estado, Chris Beutler, disse: “Estamos unidos com os nossos cidadãos gays e lésbicas para denunciar a violência contra qualquer grupo”.

No entanto a policia logo começou a ter dúvidas sobre as declarações da mulher, porque durante as quatro declarações que ela fez, ouve diversas contradições em seus relatos. Um investigador da polícia disse que a colcha da cama onde a teriam amarrado “estava bem colocada na cama, sem sinais de aparentes de luta”, também não havia vestígios de sangue. As feridas eram “superficiais e simétricas, evitando as partes mais sensíveis do corpo” e a perspectiva parecia indicar que tinha sido auto-infligidas. A vítima também não tinha marcas de lutas em seu corpo.  As luvas encontradas na casa, que havia sido deixada lá pelos agressores, de acordo com Rogers, só continha o DNA de Rogers, de acordo com o estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade de Nebraska. A Polícia descobriu que cinco dias antes, ela havia comprado um par de luvas brancas, fita de plástico e um cortador em uma loja perto de sua casa. Os códigos de barras encontrados nos produtos eram correspondentes aos produtos vendidos na loja e um funcionário recordou que Rogers havia comprado os produtos.

Desmascarada por falsas denúncias

A policia descobriu que quatro dias antes da suposta agressão, Rogers havia escrito no Facebook que “Pode ser que seja muito idealista, mas no fundo eu acho que podemos fazer que tudo seja melhor. E vou ser o catalisador. Eu vou fazer o que for preciso. Eu vou. Você vai ver”. O incidente ocorreu em um momento significativo: a cidade estava debatendo uma nova norma para as pessoas de orientação homossexual e a policia acredita que Rogers simulou o ataque para obter apoio em suas opiniões políticas nesta área.

Na terça-feira da semana passada, a polícia acusou Rogers perante o Juiz de informar um fato “conscientemente falso”, para forçar a policia a iniciar “uma investigação sobre um suposto delito criminal”, sendo uma falta que poderia ser punido com uma pena de ate um ano de prisão. Tanto a polícia local e o FBI perderam muito tempo e recursos para investigar o incidente. Rogers declarou-se inocente perante o juiz e uma nova audiência foi marcada para 14 de setembro.

Reação dos simpatizantes gay

As organizações simpatizantes da cultura homossexual reagiram à nova situação de forma similar. Quatro organizações locais LGBT fez uma declaração pública em conjunto, observando que “as falsas informação recebidas em cada ano pelas forças policiais não anulam os crimes reais que se são cometidos. “, e que “é importante não focar as ações de uma única pessoa.” A pastora da Primeira Igreja Congregacional de Plymouth, Nancy Erickson, disse: “Apesar de que foi ela quem fez isso, vivemos em uma cultura homofóbica.” Um dos organizadores da manifestação na capital do estado, Rigatuso Beth disse: “Se realmente foi ela que fez essas coisas para si mesmo, ele aponta para um problema maior, o de ódio a si mesma.”

Este tipo de falsos delitos com motivação política para tirar aproveito da lei contra “crimes de ódio”, tem aumentado nos últimos tempos.  Não muito tempo atrás, Joseph Baken, em Montana, disse que ele tinha sido espancado em seu aniversário por ser gay. Mais uma vez, a história se espalhou como fogo na internet, depois a polícia descobriu que ele tinha tentado fazer uma cambalhota e tinha caído de cara contra o chão. Em maio, a polícia encontrou pichações com os dizeres “Matem o gay” na parede da casa de um casal de lésbicas, concluíram que elas próprias haviam feitas. Depois em Connecticut State University realizaram uma manifestação em solidariedade a Alexandra Pennell, uma lésbica que recebeu ameaça anônima, mas constataram que ela mesmo escreveu as ameaças.

O presidente da Fundação para a Família de Montana, Jeff Laszloffy, sugeriu que não existe apenas violência real contra pessoas homossexuais nos Estados unidos “eles inventam desculpas para conseguir que se aprovem essas leis”.

No Brasil, será que todos os ataques contra os homossexuais são verdadeiros, ou forjados por eles próprios para tirarem proveito da lei? COMENTEM!

Portal Padom

Traduzido e adaptado de Info Catolica por Portal Padom

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