Abrelino teria “clientes” que hoje são tidos como vítimas, em Sorriso, Sinop, Nova Ubiratã, Tapurah e Lucas do Rio Verde, entre outros locais no estado de Mato Grosso. Abrelino Domingos Fróss, 53 anos de idade, continua respondendo aos crimes aos quais é acusado pelo Ministério Público do estado do Paraná, ou seja, entre eles: falsidade ideológica, charlatanismo, vantagens mediante chantagem e curandeirismo.
Conforme a Rádio Sorriso já divulgou, Abrelino diz ter poderes extra-naturais que o possibilita a realizar trabalhos conhecidos popularmente como “macumba” e outros trabalhos de ordem abstrata. Conforme a polícia da cidade de Toledo, no estado do Paraná, o acusado ludibriava seus “clientes” fazendo-os pensar que existiria um “trabalho de magia negra” contra a pessoa e que somente ele teria forças para desfazer o mal. Aí começava uma verdadeira encenação digna de atores consagrados, uma vez que construía a situação contrária e depois se fazia passar por “salvador”.
Em entrevista à Rádio Sorriso, durante a semana, o promotor de justiça da cidade de Toledo, Geovani Ferri, informou que Abrelino, que foi preso há cerca de um ano, está solto e responde ao processo em liberdade. Conforme o promotor, o acusado se comprometeu a não mais realizar este tipo de “trabalho” e vem sendo monitorado. Dr. Giovani informou ainda que os bens de Abrelino foram indisponibilizados pela justiça, afim de resguardar as “vítimas” que, por ventura requerem indenizações e o valor pago de volta.
No município de Sorriso e região a investigação policial chegou ao número próximo de 300 pessoas tidas como “vítimas”, e somente no fórum de Sorriso foram intimadas quase trinta testemunhas para deporem. “Interessante é que muitos dos ouvidos acreditam de fato nos poderes do acusado e relutam em acusá-lo de ser um impostor, mesmo com provas da sua história falsa”, declarou o promotor.
Os valores que eram cobrados por Abrelino chamam a atenção, aonde somente um cliente chegou a desembolsar R$ 300 mil para contratar os serviços do falso médium. Outra forma de cobrança que é relatada no inquérito é de que em alguns “trabalhos” o acusado fazia com que o cliente entendesse de que o “mal” lançado sob sua família só poderia ser curado caso este entregasse sua esposa para praticar relações sexuais com o espírito da entidade que “utilizava” o corpo do dito pai-de-santo como instrumento.

ExpressoMT
ÀS

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