Um grupo radical hindu reivindica o atentado.
Duas jovens católicas morreram e diversas pessoas ficaram feridas ao explodir uma bomba na igreja da Assunção, de Kathmandu, neste sábado, 23 de maio.
Cerca de 300 pessoas se encontravam nesse momento celebrando a Missa semanal no maior templo do sul da capital do Nepal, segundo recolhe a agência UCANews.“A explosão foi tão forte, que várias pessoas saíram literalmente voando”, “quinze minutos após ter iniciado a missa”, explicou um fiel, Josh Niraula.
O sacerdote que presidia a missa, Pe. Silas Bogati, recordou a “horrível e triste” cena.
As falecidas são Celeste Joseph, de 15 anos, estudante da Escola de Meninas de Santa Maria de Kathmandu, e Deepa Patrick, uma indiana de quase 30 anos que estava de visita na cidade.
Outro fiel, Sunil Shrestha, explicou que as pessoas corriam no interior da igreja, enquanto “os feridos ficavam no chão, em meio ao sangue”. “Pude ouvir as mulheres e crianças chorando e pedindo ajuda aos gritos”, acrescentou.
“Não sabemos por que fomos atacados – afirmou o Pe. Bogati, diretor da Cáritas Nepal, consternado. A Igreja Católica sempre fez coisas boas para a sociedade no Nepal, nunca ferimos os sentimentos de nenhum grupo ou comunidade.”
Os explosivos, instalados em uma onda a pressão, eram tão potentes, que romperam um teto de vidro reforçado.
Segundo relatou uma testemunha à agência AsiaNews, uma mulher de meia idade, vestida de preto, foi quem colocou a bomba, que estourou quando a “estranha senhora” deixou a igreja.
Rapidamente, a polícia cercou a área e ajudou a levar rapidamente ao hospital os fiéis feridos, 8 deles graves e 3 em estado crítico.
Folhetos do grupo hindu “Exército de Defesa do Nepal” ficaram espalhados pela igreja. Este grupo foi culpado do assassinato do sacerdote salesiano Juan Prakash Moyalan, em Sirsiya, no leste do Nepal, no ano passado, e também havia ameaçado por telefone o Pe. Bogati há aproximadamente seis meses.
O grupo exige que o Nepal volte a ser oficialmente uma nação hinduísta. O país se declarou como Estado leigo em 2006, depois de que os protestos em massa forçaram o então rei Gyanendra Shah a abandonar o poder absoluto e a restaurar o parlamento que havia dissolvido em 2002.
Os 28,5 milhões de habitantes do Nepal são 80% hindus, 10% budistas e 4,2% muçulmanos. Os católicos são cerca de 10 mil.

Zenit/www.padom.com

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