Dia da Bíblia terá ato ecumênico na Praça da Bandeira

Fiéis se reúnem neste domingo, às 9h30, na Praça da Bandeira, para celebrar o Dia da Bíblia. “Independente da religião é preciso comemorar”, ressalta o pastor Eude Sizino do Prado. No local, haverá um ato ecumênico. Segundo ele, a data não pode passar em branco. “Será um momento de paz. Todos que admiram a Bíblia estão convidados”, convoca.Para do Prado, o livro mais lido do mundo é considerado a bússola do cristão. “Além de uma fonte inesgotável de sabedoria, é nele que estão as doutrinas e as lições para toda vida”, enfatiza. A data surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do livro sagrado. O dia escolhido foi o segundo Domingo do Advento – celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal.
No Brasil, as comemorações iniciaram a partir de 1850, com a chegada dos primeiros missionários evangélicos que vieram semear a Palavra de Deus. Durante o período do império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia manifestações públicas. Por volta de 1880, a situação mudou e o Dia da Bíblia se popularizou.
Aos poucos, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro daquele ano, foi promovida uma das primeiras manifestações públicas, em São Paulo. Hoje, o dia dedicado às escrituras sagradas é celebrado em aproximadamente 60 países, sendo que em alguns, a data ocorre no segundo domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim.

Gazeta do Sul / Padom

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