JUNTE-SE AO NOSSO GRUPO no Telegram ou WhatsApp. Oferecemos o que há de mais relevante em notícias e conteúdo cristão 🤗

Há um bom tempo, expressiva parcela de jogadores de futebol comemora o gol com gestos alusivos a Deus. Costumam apontar os dedos indicadores para o alto e mostrar uma segunda camisa com expressões destinadas ao Criador.
Na recente disputa da Copa das Confederações, a Fifa repreendeu a CBF pela maneira com que os jogadores da seleção brasileira celebraram a conquista. Ao final do jogo contra os EUA, fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. Este e outros acontecimentos preocupam na medida em que estimulam trazer a religião, crenças e credos para dentro dos gramados. Pode colaborar para o segregacionismo que deve ser combatido dentro e fora dos estádios.O esporte, principalmente o futebol, permite a agradável sensação de integração e comunhão entre povos, sejam ateus, muçulmanos, católicos, evangélicos, judeus, hindus…
Quando se constata uma exagerada evocação divina para os feitos e efeitos que alguns maestros da bola atribuem a Deus, fica a impressão de que a fé é patrimônio dos que “demonstram” sua devoção e as outras ovelhas não merecem a mesma sorte. Quem tem muita fé e a revela nas quatro linhas alcança a graça da vitória. E quando perdem ou empatam?
Hoje o futebol é altamente rentável. Os jogadores de grande talento tornam-se pop stars. Vestem a camisa que paga mais. Craques que integram grandes seleções, como a brasileira, juntos faturam cifras superiores a vinte milhões de dólares.
Assim, pelos ensinamentos bíblicos, o lógico seria Deus se inclinar pela África do Sul na semifinal da Copa das Confederações contra o Brasil, mas é bem provável que Ele tenha prioridades mais relevantes do que interferir em um resultado de futebol.
O louvor a Deus de atletas adeptos a esse culto em campo deveria ser o de orar para que não haja confronto entre torcidas rivais, e que as crianças possam povoar os estádios pela beleza e magia do futebol.
O esporte surpreende e ensina. Hitler viu sua pregação ariana ruir na primeira Olimpíada da Alemanha (1936) quando Jesse Owens, um afrodescendente, arrebatou quatro medalhas de ouro em Berlim. Neste caso, Deus tomou partido.
(*) presidente do PSDB-Uberaba
[email protected]
jornaldamanha/padom

Deixe sua opinião

JUNTE-SE AO NOSSO GRUPO no Telegram ou WhatsApp. Oferecemos o que há de mais relevante em notícias e conteúdo cristão 🤗