Deputado Edino Fonseca (RJ) afirma que entidades da umbanda foram as responsáveis pelas enchentes em São Paulo e Angra dos Reis

“As enchentes de São Paulo, a tragédia em Angra dos Reis é culpa das entidades Iansã e Nanã na visão do pastor e deputado estadual Édino Fonseca. O deputado do PSC do Rio de Janeiro atrela sua justificativa ao projeto de lei 1926/08, autoria do deputado Átila Nunes que aprovado em uma comissão da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) cria dois dias de comemoração as entidades no estado.Na análise do deputado esta entidade é a culpada. “A culpa disso não é de Deus e sim do nanã, que mata milhares de pessoas todos os anos”, frisa Fonseca lembrando, em entrevista ao jornal Integração do Rio de Janeiro, que iansã cria sentimentos ousados e desesperados.

O deputado pressiona ainda o governador Sérgio Cabral (PMDB), que já se mostrou favorável a outras iniciativas como a Parada Gay, a vetar o projeto.

Fonte: Gospel+”


COMENTÁRIO:

Quem manda a chuva é Deus. Isto é incontestável, conforme observamos em Jó 38:24-41. A enchente (que enche ou está a encher) não é causada pela ação de Deus, pois o Todo Poderoso manda a chuva, mas as tragédias e males advindos dessas águas são devidos, dentre outros fatores, a ação nefasta do homem, podendo este, estar ou não,  sob o domínio do mal. Cada caso é um caso.

As palavras do deputado estadual Edino Fonseca, que é pastor evangélico, citadas na reportagem acima, veio atrasada,  propositadamente (?). Estavam sendo represadas para serem ditas este ano (?).  Por que será? Será por quê?  Estamos em ano eleitoral. Nada como levantar algumas questões polêmicas para ser lembrado.

Desde o ano passado tenho denunciado aqui no Blog sobre a apatia, letargia, indiferença, pouco caso et cetera dos deputados estaduais evangélicos do Rio, diante do avanço e entrelaçamento do umbandismo com o poder estatal, inclusive com a aprovação de leis que beneficiam esse segmento religioso, pelo governador Sérgio Cabral, assim como também leis pró-homossexualismo.

Sabemos que é inaceitável que governantes, eleitos por cidadãos de diversas credos e ateus, mostrem seus apegos a um segmento religioso específico ou a um grupo de cidadãos, em detrimento de outros, ainda mais quando é corroborado com a indiferença ou ativismo do legislativo, sejam quais forem suas religiões ou princípios.

A atitude recente do pastor Édino Fonseca em atribuir a entidades da umbanda às tragédias das enchentes, é inaceitável da forma como foi, pois é extemporânea (vem fora do tempo. Esta reação era para ter sido em 2009) e contemporânea (vem no tempo atual, pois estamos em ano eleitoral e precisa-se ser lembrado, logo cria-se um fato). Infelizmente (lamento falar isto) durante  os quatros anos de mandato, o pastor mostrou-se inoperante em muitas situações legislativas, dentre elas a aprovação da lei, em 2009, que transformou orixás, caboclos e “entidades espirituais” da umbanda (que agora ele acusa pelas tragédias), em patrimônio do Estado. E sobre este silêncio da bancada evangélica, o professor universitário e consultor jurídico, que é evangélico, Zenóbio Fonseca, escreveu em seu blog:

“Os projetos de leis foram aprovados em 2 votações sem quase nenhuma discussão ou obstáculo pelo Plenário da ALERJ, pois o único parlamentar a questionar as referidas leis foi o deputado evangélico Edson Albertassi, do PMDB, que como presidente da Comissão de Orçamento deu parecer oral contrário aos projetos e quando da votação em plenário votou contrário.

Fato negativo durante as votações em plenário, que ocorreram em dias diferentes e em dois turnos de votação, foi à omissão por parte de diversos deputados evangélicos que estavam em plenário durante a votação (alguns saíram quando o projeto entrou em votação).

O que nos chama atenção é que alguns desses deputados evangélicos que se omitiram em enfrentar o debate e as votações, não registrando publicamente a sua opinião e voto, dirigem-se na época eleitoral para o seu público evangélico dizendo ser como atalaias e defensores de valores e princípios, etc.

Essa não é a primeira vez que tais parlamentares se omitem em votações relevantes para a população que os elegeu, pois na aprovação do Dia Mundial do Orgulho Gay no Rio a história se repetiu”.

Certamente a atitude vai causar reação dos seguidores das entidades espirituais citadas e muitos evangélicos desavisados do Rio aplaudi-lo-ão como um defensor dos princípios cristãos, na Assembléia Legislativa.

Concordo plenamente que o trinômio política-religião-entidades deve ser rechaçado e combatido, mas discordo que se faça isto, com olhares meramente e exclusivamente politiqueiros.

Sou de parecer favorável que os legislativos das três esferas (federal, estadual e municipal) sejam abarrotados de cristãos sinceros e que lutem, alicerçados em princípios bíblicos, em prol do bem-estar da sociedade, como um todo, durante todo o seu mandato e não somente em períodos pré-eleitorais.

Lembro que na Assembléia Legislativa no Rio de Janeiro (ALERJ) há 7 deputados estaduais evangélicos (ou que se declararam evangélicos).

Abaixo estão outros assuntos aprovados pela ALERJ e que contaram com omissão e covardia da bancada evangélica daquela Casa Legislativa:

Candomblé é declarado como PATRIMÔNIO imaterial do RJ. E agora evangélicos ?

Deputados evangélicos do Rio se omitem na aprovação de leis que transformam orixás, caboclos e “entidades espirituais” em patrimônio do Estado

O impressionante silêncio de autoridades, jornalistas e personalidades diante da ineficiência do centro de macumba cacique cobra coral, nestes dias de fortes temporais no RJ e em SP

Prefeito do Rio recorre ao espiritismo para tentar impedir chuva na festa de réveillon. Onde estão os Elias na Câmara de Vereadores ?

As consequências para o Rio, em decorrência da aprovação destas leis

Aprovado Dia mundial de Orgulho Gay no Estado do Rio de Janeiro

Fonte: Holofote / Padom

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