O auxiliar de cozinheiro Raphael Oliveira Galdino, 24 anos, teve uma infância moldada pela revolta, porque tinha raiva dos desentendimentos entre a mãe e o pai que se separaram. Raphael tinha 10 anos, e com isso, a separação dos pais gerou dentro dele uma revolta muito grande.
Com a influência da separação, Raphael foi criado sem autoridade partenal e com 16 anos não gostava de aceitar a disciplina imposta pela mãe. Outro fator de revolta porque tinha que trabalhar com 12 anos para ter as coisas, já seu irmão por morar com o pai passou a ter privilégios.
Com 16 anos, Raphael trabalhava normalmente para conquistar o que queria, mas teve curiosidade de conhecer as coisas do mundo. Primeiro conheceu o cigarrro, depois a maconha e, por fim a bebida, que permaneu sendo consumida pelo jovem por muito tempo. Fumou maconha e não gostou. Mais tarde conheceu a cocaína, com 18 anos, de forma que sua vida mudou completamente. “Eu usava cocaína todo final de semana para ir para as festas”, comentou.
Raphael quando estava bêbado fazia muitas coisas erradas, como por exemplo ir tirar fotos dentro do cemitério de madrugada e ficava fora de casa sem falar de seu paradeiro para a mãe durante três dias. Ficou jurado de morte em Barra Mansa por causa de confusões relacionadas ao alcoolismo e ao consumo de drogas. Sua mãe então para resolver a questão, pediu que Raphael fosse morar com seu pai, em Montes Claros, em Minas Gerais.
Chegando lá começou a respeitar o pai por um certo período. Estudava normalemente, frequentava a igreja, mas depois de certo tempo voltou as velhas práticas, como: beber, sair na noite para se divertir, entre outras coisas. Chegou um dia que ficou quatro dias dormindo na rua porque tinha discutico com o pai. Ele achava que porque tinha completado 18 anos, podia fazer o que viesse na sua cabeça.
Ele então mudou-se para Mirabela, em Minas Gerais onde morou na casa de seu cunhado, irmão de uma jovem que Raphael se relacionou e com quem teve uma filha. Continuou a beber, zuar, farrear. Conheceu depois outra jovem, com então 14 anos, numa cachoeira e depois de três dias de terem se conhecido, foram morar juntos. “Ficamos quatro anos entre tapas e beijos”, comentou.
Raphael chegou a trabalhar quase como escravo por um período de um ano em carvoaria, sendo pouco remunerado, dormia em barracos de lona e sem direito trabalhista nenhum. O relacionamento era movido por muitas brigas e conflitos, tanto que mais tarde Raphael passou vir a Barra Mansa, mas sempre retornando para Mirabela, em Minas para reatar o relacionamento com a jovem.
Há dois anos, Raphael retornou com o objetivo de morar em Mirabela. Pela quarta vez, brigava por causa da bebida e quase chegou a tramar matar a jovem por causa dos conflitos. Deus deu um livramento para o Raphael, tirando ele daquela cidade e trazendo-o para Barra Mansa novamente. Logo depois, a jovem veio atrás de Raphael para morar junto agora em Barra Mansa. Ele tem 42 tatuagens espalhadas pelo corpo, incomodava muito depois de convertido, mas serve como testemunho atualmente.
Ele começou então a frequentar a Igreja Batista Memorial em Vila Nova. Os dois trabalhavam, até que certo dia ela não queria mais trabalhar. Um dia ela não quis ir na igreja, quando Raphael retornou do culto, ela endemoninhada, pegou a bíblia e jogou no chão e desafiou dizendo que não iria mais trabalhar. “Ela disse que se eu quizesse alguma coisa que pedisse para meu Deus pois não iria mais trabalhar para me ajudar”, explicou.
Naquele instante, Raphael ficou nervoso e começou a chorar. Ligou na Rádio 88 FM, o locutor falou num versículo Isaías 41:13, que Deus ordena neste Palavra a não temer porque Ele é quem dá a vitória. Deus deu discernimento espiritual a Raphael, que imediatamente ligou para o seu pai, que patrocinou as despesas de embarque da jovem de volta para Mirabela.
Raphael determinou que seguiria uma vida normal e cristã, mas caiu em tentação por morar sozinho. Voltou a beber e a mexer com drogas. Certa vez, usando cocaína nos finais de semana e começou a se sentir mal, o Espírito Santo o incomodava quando estava drogado. Pediu sua mãe, que o acompanhasse a igreja, e certa vez foram juntos. “Foi como se fosse a primeira vez, determinei que ia parar de beber e de usar cocaína. Aí num sábado de manhã alguém foi levar a droga de graça. Olhei e dei para o colega. Deveria ter jogado fora. No domingo fui a igreja, chorei e me arrependi”, comentou.
De lá para cá, Deus tem abençoado Raphael, e principalmente para trabalhar com jovens com problemas de drogas. Muitas pessoas sem sido evangelizada por Raphael, que não tem medido esforços para testemunhar e pregar o Evangelho, que foi o poder de Deus para libertá-lo e abençoá-lo. Ele pertence a Igreja Batista Memorial e será consagrado a obreiro em breve. “Não era de conversar com ninguém. Hoje eu me preocupo com as pessoas. Isso não acontecia antes. Hoje muitas pessoas pedem orientações para mim. É uma bênção. Deus tem aberto caminhos para mim. Minha casa que era conturbada, hoje todo mundo serve a Deus. Eu era o último que faltava”, testemunhou, acrescentando que ajuda seu irmão, num trabalho de evangelização, em Quatis/RJ.
Telefone de contato para convidar o jovem para testemunhar para os jovens em sua igreja, ligar para o celular 8122-0812.

Blog Gazeta Gospel / Portal Padom

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