paralitico betesda“Ora, existe ali, junto à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões” (João 5:2).

O tanque de Betesda era incomum pelo fato de os judeus o haverem transformado em um grande centro de peregrinação. O tanque aparentemente era alimentado por uma corrente subterrânea e em certas ocasiões a água se movimentava. Esta agitação inexplicável da água era atribuída a um anjo invisível que liberava poder de cura no tanque, e o primeiro enfermo que entrasse era curado.

O tanque se transformou em uma espécie de Lourdes judaica – e multidões de aleijados, paralíticos e deficientes se ajuntavam para esperar que a água se movesse, com a esperança de serem os agraciados. Alguns estudiosos sugerem que os cinco pavilhões foram construídos para proteger as multidões que acampavam em torno do tanque. A palavra diz que junto ao tanque “jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos, [ esperando que se movesse a água…” (João 5: 3,4). Eu acredito que João está simplesmente citando uma tradição dos judeus quando registra: “Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a águam sarava de qualquer doença que tivesse]” (João 5: 4).

Entendo que João registrou esta tradição judaica bem do jeito que os judeus acreditavam – para expor a fraqueza e a limitação dela ao compará-la com o poder curativo integral e absoluto de Jesus Cristo.

A Agitação da Água Criava Uma Reação em Massa

Não sirvo a um Deus que produziria uma cena tão terrível de egoísmo e menosprezo por uma humanidade enferma. Possivelmente só os fortes, os rudes, os egoístas, poderiam ir empurrando e abrir caminho até arranjar um lugar perto do tanque. Talvez os ricos e os importantes pudessem conseguir que os pobres ficassem de lado para deixar espaço para eles. Os que tivessem os amigos mais fortes e saudáveis poderiam forçar os aleijados pobres de modo que o seu amigo chegasse primeiro ao tanque. Com certeza só os mais ágeis e alertas poderiam chegar primeiro à água.

Fiquei horrorizado com algo que assisti uma vez no estacionamento do auditório onde Kathryn Kuhlman estava dirigindo uma reunião de curas. Os funcionários do estacionamento não conseguiam controlar os motoristas que tentavam pôr para fora os outros carros para poderem chegar na frente. Alguns pára-lamas foram destruídos. A Sra. Kuhlman provavelmente não foi informada sobre isto, e se fosse, teria ficado abalada. Era um desespero que levava à manobras totalmente egoístas, com a intenção de chegar primeiro e conseguir um bom lugar na reunião de curas. Alguns daqueles motoristas impetuosos devem ter achado que os fins justificavam os meios – pois afinal de contas, faziam aquilo em benefício de uma mãe muito doente, de uma criança aleijada, um amigo ou um parente à morte.

Esta deve ter sido a cena quando vinha o grito: “A água – já! Rápido – ela está se mexendo!” Que correria louca devia ser, com as esperanças frustradas dos mais fracos e mais necessitados por haver uma pessoa mais ágil chegado lá primeiro. Um pobre aleijado ouviu estes gritos por 38 anos. Ele não tinha chance, pois quando arrastava o seu corpo enfermo alguns centímetros, tudo já havia terminado. Um outro entrava primeiro no tanque e não sobrava poder para ajudá-lo.

Não, Jesus não toma parte neste esquema do tipo roleta da sorte! Sem dúvida muitos foram curados – assim como muitos foram curados em Lourdes e em santuários por todo o mundo. Deus criou o corpo humano com maravilhosos poderes inatos de cura – muitas vezes liberados pela esperança e pela fé. Alguns podem verdadeiramente ter crido em Deus e foram curados milagrosamente. O fato de as pessoas serem curadas não está em debate. Mas todas as curas só criavam mais angústia e desesperança nos mais necessitados que haviam esperado tanto tempo em vão. Os que vinham de grandes distâncias ficavam realmente arrasados.

Se os sacerdotes gananciosos estavam comprando e vendendo no templo, pode-se imaginar o quanto devem ter atacado estas pessoas indefesas. Acredito que havia vendedores de alimentos, barraquinhas de souvenirs, vendedores de cobertores e de todos os tipos de artigos religiosos. Aonde houvesse uma multidão, lá estavam os gatunos religiosos e os vendedores ambulantes. O mesmo acontece hoje. Jesus deve ter ficado consternado pela fealdade de tudo isto.

Jesus tinha acabado de chegar do poço em Sicar, tendo revelado à mulher samaritana que Ele próprio era Água Viva. A água curativa para a vida não estava em um tanque mas no interior do coração, pela fé – “uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4: 10-14).

É preciso que se entenda que todas as pobres almas que estavam deitadas junto ao tanque possuíam algo melhor do que um movimento discriminador da água. Possuíam as promessas preciosas de um Deus amoroso que havia suprido a todos com cura. Tinham Moisés e os profetas, e os gloriosos Salmos de Davi. Que promessa maior poderia haver do que esta que Deus trouxe através de Moisés: “Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor, que te sara” (Êxodo 15: 26). E do salmista Davi: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades” (Salmo 103: 2,3). E os profetas: “Pois não contenderei para sempre, nem me indignarei continuamente; porque, do contrário, o espírito definharia diante de mim, e o fôlego da vida, que eu criei. Por causa da indignidade da sua cobiça, eu me indignei e feri o povo; escondi a face e indignei-me, mas, rebelde, seguiu ele o caminho da sua escolha. Tenho visto os seus caminhos e o sararei; também o guiarei e lhe tornarei a dar consolação, a saber, aos que dele choram” (Isaías 57: 16-18). “Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará” (Oséias 6: 1). “Cura-me , Senhor, e serei curado, salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor” (Jeremias 17:14).

Esta multidão sofredora estava espiritualmente cega à palavra de Deus. Eles não estavam deitados lá inválidos e aleijados por serem pecadores terríveis – pois quando Cristo foi levado por seus discípulos até um homem cego de nascença, lhe perguntaram: “Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (João 9:2). Jesus respondeu: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” (João 9:3). Sem dúvida o pecado trouxera moléstias e enfermidades sobre muitos deles – mas não todos. Deus poderia ter recebido grande glória houvessem eles buscado a Sua palavra e agido com a mesma confiança em relação ao que Ele prometeu, como fizeram para conseguir chegar primeiro ao tanque.

Segundo as Escrituras, eles estavam esperando a coisa errada! Foi lhes dito para esperar no Senhor – e em Sua palavra unicamente. “Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra. A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã” (Salmo 130: 5,6). “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação. Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado…Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança. Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado” (Salmo 62: 1,2,5,6).

Jesus foi atraído para um certo homem enfermo que jazia perto do tanque. “Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado?” (João 5:5,6). Este homem aleijado sem nome apresenta muitas faces e representa multidões de cristãos que se vêem impotentes e em situação de desespero. Jesus conhecia o que estava na mente de cada uma destas pobres e indefesas almas. Assim como Jesus sabia o que a mulher do poço estava pensando, Ele sabia o que este homem fragilizado pensava. “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as cousas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4: 13). Talvez ele fosse o mais fraco e o mais necessitado, o que suportara por mais tempo sua enfermidade. Jesus era sempre atraído para a maior necessidade. Certamente trinta e oito anos de esperanças frustradas, sofrimentos insuportáveis, e solidão, devem ter lhe cobrado um alto preço.

As limitações vêm de diferentes formas. Podem ser físicas, espirituais, mentais – ou todas elas juntas. Você pode ser mental e espiritualmente como aquele homem deitado junto ao tanque! Você está numa situação que parece desesperadora – e não vê solução. Ninguém verdadeiramente entende a profundidade do seu sofrimento – ninguém parece se interessar o suficiente para parar e lhe ajudar; não há um único amigo ou pessoa querida que tenha o tempo, o amor ou a energia para realmente tocar o sofrimento que há em você.

Penso naquela prostituta da região sudeste da cidade de Nova Iorque, em um banco de parque, segurando e acariciando uma andarilha esfarrapada. A andarilha estava doente, chorando, e a prostituta de ares grosseiros afagava os seus cabelos, também com lágrimas nos olhos devido a sofrimentos profundos – e lhe assegurava: “Meu bem, está tudo ótimo, nós vamos sobreviver! Eu te amo! Não chore!”

Dê uma boa olhada para este homem em sua limitação, e pense nos anos de lutas, nas dores que caíram sobre ele devido à pessoas desinteressadas, insensíveis. Quantas vezes ele deve ter levantado uma mão envergonhada para os que passavam rapidamente por ele buscando auxílio em suas dificuldades, gritando, “Por favor, alguém me ajude! Sozinho eu não consigo!”

Há multidões de cristãos que estão desamparados e impotentes espiritualmente devido à uma batalha permanente com a luxúria ou com algum pecado que os assedia, e que lhes roubou a vida espiritual e a vitalidade. Eles jazem indefesos no leito da depressão e do desespero, sempre aguardando um milagre, sempre buscando o amor, sempre esperando que alguém agite as coisas e faça algo acontecer! Passam a vida esperando que aconteça aquele grande milagre que transforma vidas. Arrastam-se para reuniões após reuniões, aconselhamentos, cursos – e contam e recontam as suas histórias de dor e infortúnio. Mas nada muda.

Por Que Jesus Perguntou ao Homem Inválido: “Queres Ser Curado?”

Será que as pessoas numa situação tão dolorosa não iriam todas querer ser curadas? Com certeza o Senhor tinha uma boa razão para fazer uma pergunta tão penetrante. A pergunta inferia que o homem poderia não ter vontade de ser curado. Jesus sabia que ele havia estado naquela situação deplorável por anos, e que havia sido gasto muito esforço em busca de ajuda – mas neste particular dia de sábado, Jesus lhe perguntou: “Você realmente quer ser curado?”

Existe um perigo na agonia e na dor prolongadas – que é o de se desistir no final, acariciar o sofrimento, e simplesmente ir levando do jeito que as coisas estão. Os puritanos chamavam isto de “abraçar a dor”.

Uma vez encontrei um adolescente vivendo em um porão escuro e infestado de ratos. A sua cama era uma pilha de trapos imundos. Vivia como um cão raivoso, e estava desesperadamente viciado em heroína. Levei-o para o nosso centro de recuperação de drogados, dei-lhe roupas novas, uma cama limpa, boa alimentação, e muito amor e evangelho. Ele estava infeliz e logo voltou para o seu cubículo. Mais tarde me disse: “Você vê isto como um buraco; para mim é um lar. Sinto-me bem aqui; me acostumei com o lugar. Gosto de ficar só, livre. Por favor não tente me mudar”. Morreu de hepatite em menos de um ano.

Perguntei à uma senhora esfarrapada em Greenwich Village se eu deveria entrar em contato com os assistentes sociais do governo e colocá-la em um abrigo. Ela estava morando em um parque, muito obesa, enferma, e com uma aparência tão infeliz. “Por favor não faça isto”, ela pediu. “Já fui para lá e tinha um quarto e uma cama mas fiquei infeliz! Eu dormia no chão. Acostumei-me com o jeito aqui de fora – eu me viro. Muito obrigada assim mesmo!”

A pergunta do Senhor implicava no fato de o homem não estar pronto para enfrentar a responsabilidade que segue-se à cura. Veja a resposta imediata do homem: “Senhor, não tenho ninguém” (João 5:7). Chamo isto de síndrome do “ninguém, alguém”. “Ninguém quer saber de mim”. “A culpa é de outro alguém!” Isto soa como se a amargura houvesse se desenvolvido nele, e apesar de ser tudo verdade, ela compunha parte do seu problema. Ele não só estava deteriorado fisicamente, mas se degenerava mental e espiritualmente devido à amargura. Suspeito que ele finalmente até tenha desistido de ser curado.

É tão triste, mas real, que muitos dos que sofrem não consigam sobreviver sem o seu sofrimento e a sua dor. Não estou falando das “muitas aflições do justo” que todos suportamos às vezes. Falo das pessoas que edificaram as suas próprias vidas em torno da dor, da aflição e do sofrimento. Se queixaram e discutiram tanto em relação à sua situação, e por tanto tempo, que se fossem curados, não teriam mais nada para falar. Ficaram entristecidos e murmuradores por tanto tempo, que isto se tornou um vício. Se fossem curados isto significaria o aprendizado de uma maneira inteiramente nova de viver. Teriam de aprender um novo linguajar de esperança. Teriam a responsabilidade de aprender a serem satisfeitos e encorajadores para com os outros.

Quer dizer que ninguém lhe dá atenção? Quer dizer que os outros lhe ofenderam? E você tem mais dificuldades, mais sofrimento, mais lutas do que os que o cercam? Segundo a palavra de Deus todo o seu sofrimento pode ser revertido em muita glória para o Senhor. Espere no Senhor e busque a Sua palavra, e o poder de Deus certamente irá se manifestar a seu favor, e o livramento poderá ser um testemunho da grandeza do Senhor. Mas os que se recusam a recorrer ao Senhor recorrem ao seu próprio interior! O sofrimento tem o potencial de transformar as pessoas em aleijados resmungões e egoístas que ficam atolados na autocomiseração. Como é terrível viver com pessoas assim, pois elas medem o seu amor pela disposição que você tem em alimentar as suas dores emocionais.

Vi a minha querida esposa enfrentar longas lutas contra a dor – devido ao câncer, devido à operação de órgãos de seu corpo, e à mastectomia. Ela foi esmagada pela dor física e emocional por anos. Houve épocas em que esteve a ponto de desistir de tudo – e mergulhar numa concha de insensibilidade. Mas em seus períodos mais dolorosos ela recorria ao Senhor. Ela recebia uma promessa gloriosa da Palavra e se mantinha fiel à ela. Através da confiança no Senhor ela não perguntava “Por que, Senhor?”, mesmo após cinco operações de câncer. Ela O achava precioso, real e sempre junto à ela o tempo todo. E isso a tornou mais meiga, mais forte e mais pura.

Este Homem Foi Curado Porque Obedeceu à Palavra de Deus!

“…lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda” (João 5:8). Ele podia ter ouvido a respeito de Jesus; ele pode ter se entusiasmado com as histórias que falaram de alguém que estava passando por aquela terra, curando. Provavelmente lhe contaram deste mesmo homem expulsando os cambistas do templo com um chicote. De acordo com João isto havia acontecido um pouco antes de Sua visita ao tanque de Betesda. Mas certamente este homem não O conhecia; não estava nem um pouco familiarizado com Jesus. Não O reconheceu, tão preso estava à sua enfermidade. Mas Jesus sabia tudo a respeito dele! Jesus foi até ele na sua infelicidade e no seu sofrimento – e a misericórdia estava prestes a jorrar! Jesus não o examinou; Ele não o repreendeu devido à amargura ou à autocomiseração. O bendito Senhor foi tocado pelos sentimentos da enfermidade deste pobre irmão. Na ocasião Jesus não fez nenhuma exigência moral. Jesus só lhe pediu que cresse na Sua palavra e agisse baseado nela. “Levanta! Pegue a tua cama! Ande – saia daqui!”

Mais tarde, depois da cura, Jesus o encontraria no templo. Ele ouviria a ordem do Senhor: “Não peques mais, para que não te suceda cousa pior” (v. 14). Ele conheceria e confiaria nEle. Mas já, junto ao tanque, indefeso e desesperado, ele enfrentava a maior decisão em todos os seus dolorosos anos. Uma palavra de esperança na ressurreição havia ido até ele! Ele estava sendo desafiado: Levanta pela fé; sê curado; junte-se aos vivos – ou então fique deitado em auto-piedade e morra só!

O que aconteceria se aquele homem continuasse deitado junto ao tanque incrédulo, se recusando a mexer, pensando “Não vai adiantar; sou um inútil para Ele; nunca tive valor para ninguém! Porque Deus iria de repente escolher me arrancar do meio desta multidão sofredora e me curar? Obrigado, Senhor, por me dar atenção a ponto de falar comigo – mas estou destinado a morrer nesta situação”. Jesus poderia não ter lhe ajudado. Ele não podia forçá-lo ou levantá-lo contra a sua vontade. O homem tinha de crer que isso era Deus agindo, que os seus clamores haviam sido ouvidos e que a hora da sua libertação tinha chegado. Agora ou nunca!

Esta Linda História É Uma Revelação Genuína do Coração Amoroso de Deus Para Com Todos os Que Sofrem !

“Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho, e mostra-lhe tudo o que faz; e ele lhe mostrará maiores obras do que estas, para que vos maravilheis” (João 5:19-20). Jesus estava dizendo essencialmente o seguinte para os fariseus: “O meu Pai queria que ele fosse curado, então Eu o curei. Só faço aquilo que o meu Pai quer”. Era vontade de Deus, o amor de Deus – o desejo de Deus, tornar este homem completamente curado. Quando você está se arrastando, fraco, é tão difícil crer que Deus ainda lhe ama! Quando os anos foram desperdiçados, quando o pecado aleija o seu corpo e a sua alma, quando você sente-se desvalorizado e desagradável para Deus e fica pensando por que haveria Ele de ainda se interessar por você – é aí que é preciso utilizar a fé como a de uma criança para aceitar este amor, dar o passo de fé e dizer “Senhor – baseado unicamente na Tua palavra eu me levantarei, me levantarei desta fragilidade que me aleija – e caminharei Contigo!”

Você não precisa entender inteiramente todas as doutrinas a respeito do arrependimento, do pecado e da santidade. Você pode nem mesmo conhecer a Jesus de uma maneira profunda e significativa! Haverá tempo para isto; tudo será conhecido se você der o primeiro passo de obediência, se levantar e voltar-se para o Senhor. “Se alguém quiser fazer a vontade dele…conhecerá…” (João 7: 17).

Eu creio que o grande amor e a misericórdia de Deus são revelados em resposta a um clamor do coração – não a qualquer clamor – mas a um clamor para o Senhor, um clamor por libertação, um clamor que parta da humildade e da fraqueza. Creio que Jesus foi até aquele homem em resposta à uma súplica profunda e angustiada que saiu do coração para o Pai. A Bíblia tem muito a dizer quanto à esta súplica que sai do coração. “Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos” (Salmo 18:6). “Muitas vezes os libertou, mas eles o provocaram com os seus conselhos e, por sua iniquidade, foram abatidos. Olhou-os, contudo, quando estavam angustiados e lhes ouviu o clamor…” (Salmo 106: 43,44). “Os estultos, por causa do seu caminho de transgressão e por causa das suas iniqüidades, serão afligidos. A sua alma aborreceu toda sorte de comida, e chegaram às portas da morte. Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor,e ele os livrou das suas tribulações. Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal. Rendam graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!” (Salmo 107: 17-21). Você pode ter certeza de que um clamor que saia do coração em direção a Deus será sempre respondido pelo surgimento de uma palavra curativa vinda dos céus!

Ninguém está longe demais, corrompido demais ou em estado excessivamente desesperador – se houver um braço estendido em humildade em direção a Deus. A história do corrupto rei Manassés prova isto! A Bíblia o apresenta como um dos reis mais corrompidos de Israel. Ele representa o tipo da impotência espiritual do desviado. Este homem era incrivelmente depravado. “Fez ele o que era mau perante o Senhor, segundo as abominações dos gentios que o Senhor expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia destruído, e levantou altares a Baal, e fez um poste-ídolo como o que fizera Acabe, rei de Israel, e se prostrou diante de todo o exército dos céus, e o serviu. Edificou altares na Casa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém porei o meu nome. Também edificou altares a todo o exército dos céus nos dois átrios da Casa do Senhor. E queimou a seu filho como sacrifício, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e tratava com médiuns e feiticeiros; prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para o provocar à ira… Eles, porém, não ouviram; e Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel… Visto que Manassés, rei de Judá, cometeu estas abominações, fazendo pior que tudo que fizeram os amorreus antes dele, e também a Judá fez pecar com os ídolos dele, assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eis que hei de trazer tais males sobre Jerusalém e Judá, que todo o que os ouvir, lhe tinirão ambos os ouvidos. Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria e o prumo da casa de Acabe; eliminarei Jerusalém, como quem elimina a sujeira de um prato, elimina-a e o emborca…Além disto, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até encher Jerusalém de um ao outro extremo, afora o seu pecado, com que fez pecar a Judá, praticando o que era mau perante o Senhor” (2 Reis 21: 2-16). “Manassés fez errar a Judá e os moradores de Jerusalém, de maneira que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel. Falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não lhe deram ouvidos” (2 Crônicas 33: 9,10).

Será que Deus ainda pode amar e perdoar um homem com uma depravação tão grosseira como este? Existe esperança para alguém que se afasta tanto de Deus, e que se torna tão possuído pelo mal e pelas trevas? Sim! Se ele buscar a Deus, se humilhar, retroceder e fizer o certo.

Deus perdoou e curou um homem que eu acho muito difícil de perdoar pelo que fez. “Ele, angustiado, suplicou deveras ao Senhor, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais; fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, reconheceu Manassés que o Senhor era Deus….Tirou da Casa do Senhor os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os altares que edificara no monte da Casa do Senhor e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade…Quanto aos mais atos de Manassés, e à sua oração ao seu Deus, e às palavras dos videntes que lhe falaram no nome do Senhor, Deus de Israel, eis que estão escritos na História dos Reis de Israel. A sua oração e como Deus se tornou favorável para com ele, todo o seu pecado, a sua transgressão e os lugares onde edificou altos e colocou postes-ídolos e imagens de escultura, antes que se humilhasse, eis que está tudo escrito nos livros dos videntes” (2 Crônicas 33: 12-19).

A palavra de esperança, de perdão, de misericórdia, de amor e restauração chegou até você através desta mensagem. Implore alto! Guarde a Sua palavra, arrependa-se, e aí levante-se – caminhe com o Senhor e seja curado!

por: David Wilkerson

Publicado com permissão de:World Challenge, Inc.
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