coral-de-mudoGrupo se apresenta em igreja batista de Vila Velha (ES).
Mãos desenham letra da música e se unem para interpretar canção.Ainda que não possa cantar e ouvir as músicas, um grupo de deficientes auditivos consegue interpretar as canções, em uma igreja batista de Vila Velha (ES). Eles usam as mãos durante as apresentações de um coral. A roupa toda preta e as luvas brancas são fundamentais.
“Dependendo de que movimento faço com as mãos, há diferença. Eles têm que saber exatamente o que estão falando. Não é simplesmente uma coreografia. É outra linguagem, dentro da linguagem de libras”, explica a regente Rosely Gomes Falcão.
É essa a linguagem brasileira de sinais. O coral foi formado há dois meses e, a cada apresentação, aparece a ansiedade.
As luzes se apagam. Há apenas uma lâmpada fluorescente para dar o contraste e começa o show. As mãos parecem soltas no ar. Desenham a letra da música e, em alguns momentos, se unem para interpretar melhor a canção.
O coral se apresenta em uma igreja batista. Depois que eles começaram, outros deficientes auditivos também passaram a frequentar os cultos.
Rosely é a líder, a regente, a coreógrafa, a sonhadora: “Já que todo mundo que é ouvinte pode fazer coisas bonitas, também podemos fazer um coral de surdos, com vozes. A nossa voz é a nossa mão.”
Assim, a plateia canta junto, ou melhor, imita os gestos e também fica sem palavras. É um coral que canta com a voz do coração.

G1/padom.com

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