Quatro pessoas morreram após dois pistoleiros mascarado abrirem fogo contra elas durante uma cerimônia de casamento cristão na cidade de Giza, incluindo uma criança de oito anos de idade.

Cristãos-assassinados-igreja-EgitoQuando os convidados do casamento saíram da Igreja Copta Ortodoxa da Virgem Maria em Warraq al-Hadar, Giza, um carro e uma moto pararam, e um homem mascarado abriu fogo com uma arma automática. Pelo menos 15 tiros foram disparados indiscriminadamente pelos criminosos que ficaram distantes.

Duas pessoas morreram durante ao ataque, e mais tarde, faleceram outras duas pessoas que foram atingidas pelas balas.

Fonte da organização Solidariedade Cristã Mundial (CSW), confirmaram que outras 18 pessoas ficaram feridas e que todos os mortos eram cristãos. Segundo o padre Thomas Daoud Ibrahim, sacerdote da igreja de Warraq, no momento do ataque estava sendo realizados três casamentos.

Mervyn Thomas, diretor executivo da CSW, exortou as autoridades egípcias para que forneçam proteção aos cristãos coptas. “Nossas mais sinceras condolências as famílias dos que morreram neste ataque brutal, e oramos para recuperação rápida daqueles que ficaram feridos. Embora as expressões de condolências de todos os setores da sociedade egípcia sejam encorajadoras, continuamos pedindo a proteção adequada e oportuna para a comunidade copta e reuniões coptas para evitar tais tragédias“.

A organização também pediu à sociedade que sejam tolerantes diante os demais. “A cultura de incitação ao ódio e a impunidade em que se produzem este tipo de ataques também deve ser abordada com o fim de garantir o surgimento de uma sociedade em que todos os egípcios possam prosperar independentemente de sua religião ou afiliação política“.

Grupos de todos os espectro político e religioso também condenaram o ataque em Warraq, como o primeiro ministro Hazem el-Beblawi que descreveu o evento como “um ato covarde e criminoso”, e pediu que os egípcios não permitam este tipo de ataques para semear o ódio entre as comunidades.

A União de Jovens de Maspero,uma organização de direitos coptas, criticou ao governo interino e as forças de segurança por não proteger a comunidade copta, que tem sido alvo de ataques desde a repressão dos grupos que apoiam o deposto presidente Mohamed Morsi.

Grupos islâmicos, entre eles Al- Gamaa Al-Islamiya, do partido salafista Nour e da Irmandade Muçulmana, também tem condenado ao ataque e negaram seu envolvimento. No entanto altos membros da Irmandade Muçulmana tem pedido a retomada dos ataques punitivos contra a comunidade copta pelo seu papel percebido na derrubada do ex-presidente.

Portal Padom

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