Cristãos presos no Irã fazem greve de fome

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Vahid Hakkani, um cristão convertido do islamismo, condenado a cumprir quase quatro anos de prisão, por ter “frequentado uma igreja domestica”, começou a fazer uma greve de fome, apesar de sua saúde frágil, para protestar contra a rejeição de seu pedido de liberdade sob fiança.

cristãos-presos-irãHakkani, foi preso em junho de 2013, com outros três homens, todos eles condenados pelo Tribunal da Revolução. A pena imposta aos quatro cristãos é de três anos e oito meses de prisão, “por terem comparecido a reuniões em uma igreja domestica, e por ter contato com ministros cristãos estrangeiros, comprometendo assim com a segurança nacional”.

Vahid Hakkani, apesar de estar sofrendo de um transtorno intestinal bastante grave e já ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica, começou a sua greve de fome no dia 20 de março, logo após as autoridades negarem a liberdade condicional que os presos tem direito em obter depois de completar a metade de sua sentenças.

Um pesquisador e defensor do “Middle East Concern”, disse, que possivelmente o desejo de Hakkani é deixar-se morrer para que reflitam sobre as condições de prisioneiros religiosos no Irã.

“Infelizmente, as duras condições que levaram a Vahid, para organizar a greve de fome são condições que muitos outros prisioneiros de consciência estão enfrentando: uma dura condenação e sentença após um julgamento injusto, a recusa de concessão de fiança, a provisão inadequada assistência médica, e um ambiente de prisão perigosa e superlotadas“, disse o pesquisador a Morning Star News. “A greve de fome mostra o nível de desespero de Vahid, e o momento [coincidindo com as celebrações do Ano Novo iraniano Nowruz] é comovente.”

Em novembro de 2013, as autoridades lhe concedeu licença por dois meses para o tratamento cirúrgico das hemorroidas intestinais tão graves que ele estava perdendo até um terço de um litro de sangue todos os dias por causa de uma hemorragia interna. Duas semanas depois de sua greve de fome, sua condição foi piorando.

De acordo com o relatório da Aciprensa, Ahmed Shaheed, Observador Especial “Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos”, publicado em 22 de março, um relatório descreve a situação das minorias religiosas continuam a viver no país. De acordo com o relatório, datado de 03 de janeiro de 2014, pelo menos 307 membros de minorias religiosas estão presos no Irã por razões de culto.

Portal Padom

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