A crise de liderança que no início desta semana despoletou publicamente na igreja Assembleia de Deus Pentecostal no Huambo está longe de terminar, já que o pastor expulso da congregação, José Salukamba Braga, exige agora esclarecimentos sobre o seu afastamento, acusado de envolvimento no desvio e extorsão de dinheiro.
Reagindo hoje, sexta-feira, à Angop às acusações que lhe foram feitas pelo líder da Igreja no Huambo, Daniel António, o pastor José Salukamba Braga afirmou que enquanto não houver um esclarecimento da situação, a igreja “El Shaday”, localizada no bairro de Calundo, na periferia da cidade do Huambo, “permanecerá encerrada”.
O presbítero provincial da igreja Assembleia de Deus Pentecostal, Daniel António, acusou terça-feira última, 22, em declarações à Angop, o seu então adjunto, pastor José Salukamba Braga, de ter desviado para benefício próprio bens e dinheiro da congregação.
O pastor acusado declarou que este conflito tem origem em “interesses pessoais” já que, segundo explicou, “o presbitero Daniel António já se apoderou do colégio da igreja e agora quer ficar com outras estruturas e terrenos conseguidas pela congregação na cidade do Huambo.
“Sinto-me muito lesado com as acusações que me são feitas. Estou ao serviço da igreja desde os meus 26 anos e agora completo 60. Sou acusado, perante os crentes, de me apoderar de bens e dinheiros que periodicamente depositamos na conta geral da igreja”, afirmou o pastor, na presença de mais de uma dezena de seguidores da sua causa.
Domingo último ocorreram desentendimentos entre seguidores do presbitero Daniel António e do pastor José Salukamba Braga no recinto da igreja de “El Chaday”. “Não chegou a haver pancadaria como se propalou pela cidade e nos meios de comunicação social”, esclareceu o pastor expulso.
“Exijo um esclarecimento público acerca de todas as infracções cometidas e da conduta que levaram à minha expulsão da congregação, porque estou a ser maltratado perante a sociedade e perdi credibilidade face aos fiéis, já que muitos não dominam as verdadeiras causas desse conflito de interesses”, concluiu.
O presbítero Daniel António prometeu, em declarações à Angop, recorrer à Procuradoria Geral da República na província do Huambo, a fim de interceder para o abrir das portas da igreja “porque o Santo Povo de Deus não pode ficar sem o culto no próximo domingo”.

AngolaPress / Portal Padom

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