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Conheça todas as Vítimas do atirador da escola do Realengo

Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos.0
Ana Carolina Pacheco da Silva (foto) tinha 13 anos. Tinha cinco irmãos e era a segunda mais nova. Morava perto da escola. Os seus pais reconheceram o corpo dela no IML (Instituto Médico Legal) Afrânio Peixoto. Antes, eles percorreram hospitais na esperança de que estivesse viva. Seu nome foi o último a ser incluído na lista das vítimas fatais do atirador Wellington Menezes de Oliveira. A foto ao lado é do seu documento de identidade.
Fernanda Pereira, vizinha de Ana, disse que ela era uma garota que gostava de criança. “Brincava com a minha filha de 8 anos toda hora.”
O corpo de Ana Carolina foi queimado no sábado, 9, no cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. Das 12 vítimas do atirador, ela foi a única cremada.
Ana Luiza, a mãe da estudante, estava muito abalada: “Me ajuda, meu Deus, me ajuda”.

 

Bianca Rocha Tavares, 13
Bianca Rocha Tavares (foto), 13, foi atingida na cabeça e morreu na ambulância, a caminho do Hospital Estadual Albert Schweitzer. A sua irmã gêmea Brenda levou um tiro no braço, foi operada e não corre risco de morte. A família delas se mudou para o Realengo em dezembro do ano passado. A foto ao lado é da página dela no Orkut, onde há centenas de mensagens de pêsames.
Desde que foi internada, Brenda não parou de perguntar da irmã. As duas eram inseparáveis. Na sexta-feira (8), Renata da Rocha, a mãe, autorizou a madrinha de Brenda a dizer que a irmã tinha sido morta.
O corpo de Bianca foi sepultado na manhã de sexta-feira no Cemitério do Murundu, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio.

 

 

Géssica Guedes Pereira, 15
Géssica Guedes Pereira (foto), 15, estava na Escola Municipal Tasso de Oliveira desde o 4º ano. Em 2011, iria concluir o 7º e estava fazendo um curso preparatório para estudar na Marinha, seu sonho. Sueli, sua mãe, disse que ela era alegre e vivia cercada de amigos. Contou que nas véspera da tragédia a filha pediu que dormisse do lado dela. “Agora, vai ser difícil olhar para as coisas dela”, disse.
Sueli ficou sabendo da morte da filha quando foi procurá-la no hospital Albert Schweitzer e lá o que encontrou foi uma foto do corpo dela. A garota tinha duas irmãs. A foto é da página dela no Orkut.

 

 

Igor Moraes da Silva, 13
Igor Moraes da Silva (foto), 13, foi a última vítima (a 12ª) do atirador Wellington Menezes de Oliveira, que mirou suas armas preferencialmente nas meninas — dez delas foram assassinadas. Igor foi uma das duas exceções.
A família pretendia doar os órgãos do estudante, mas não conseguiu porque o pai não tinha sido localizada para assinar os documentos. Pai e mãe do garoto são divorciados.
O sepultamento do corpo do Igor ocorreu às 17h de sexta-feira (8) no Cemitério Jardim da Saudade.
Dalva de Oliveira, amiga da família e ex-funcionária da creche por onde Igor passou, comentou: “Ele saiu vivo, voltou morto. Acordou às 6h para ir à escola, e não voltou mais. Isso não pode acontecer. Não pode!.” bradou ela.
Seu irmão Eduardo Morais da Silva, 11, estava desconsolado. Disse que vai sentir falta dele “Ele jogava bola comigo.”
Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14
Karine Lorraine Chagas de Oliveira (foto), 14, vivia com a avó desde os dois anos. Ana Paula de Oliveira Santos, sobrinha da menina, disse que a avó está em estado de choque. Até o começo da tarde de ontem, os pais não sabiam da morte da filha. “Ela era muito carinhosa”, disse Ana. “Estava animada porque tinha começado a praticar atletismo na escola militar.”
A vendedora ambulante Nilza Candelária da Cruz Ferreira, 63, a avó, foi ao IML (Instituto Médico Legal) reconhecer o corpo. Ela disse que queria a neta de volta, e não “dentro de um saco preto”. “Por que Deus não levou a mim, que sou velha, em vez dela, que é uma criança? Ela não fez nada de mal a ninguém, só saiu de casa para estudar.” Ela concordou em doar os órgãos da menina.
O corpo de Karine foi sepultado no começo da tarde de sexta-feira (8), no cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio. O momento mais emotivo do velório foi quando Nilza disse: “Levanta, minha filha, levanta que a vó tá pedindo”.

 

Larissa dos Santos Atanázio, 13
Larissa dos Santos Atanázio (foto), 13, era uma menina “muito carinhosa”, disse a sua prima Daniele Azevedo. “Era muito brincalhona, inteligente, um pouco teimosa, mas simpática.” Falou que Larissa estava havia dois anos naquela escola e gosta muito das aulas. A menina morreu junto com a sua melhor amiga na escola, Samira Pires Ribeiro, 13.
Na manhã de sexta-feira (8), o corpo de Larissa, entre as vítimas do atirador, foi o primeiro a ter sepultamento no cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio. Em seguida, houve o enterro de Karine Lorraine Chagas de Oliveira, Luiza Paula de Silveira Machado e de Rafael Pereira da Silva. Dezenas de pessoas passaram mal no cemitério.

 

 

Laryssa Silva Martins, 13
Laryssa Silva Martins (foto), 13, pouca saía de casa, mas na escola tinha muitos amigos, de acordo com seus familiares.
Quando seu pai, o motorista aposentado Clóvis Martins, 56, soube dos tiros na escola, ele correu para lá — sua casa fica por perto. Ele encontrou a filha ensanguentada no chão e pensou que ainda estivesse viva, até que se deu conta que ela não respirava. Depois, no IML (Instituto Médico-Legal), manifestou o seu desespero: “Minha filha, meu anjo de candura foi embora”.
O sepultamento do corpo da estudante ocorreu na manhã de sexta-feira (8) no cemitério do Murundu. Camila Silva, irmã da vítima, estava desesperada: o tempo todo gritou pedindo a volta de Laryssa.
No mesmo cemitério, houve o enterro de outras vítimas do atirador Wellington Menezes de Oliveira. Um helicóptero da Polícia Civil jogou no cemitério pétalas de rosa em homenagem aos mortos.

 

Luiza Paula da Silveira Machado, 14
Luíza Paula da Silveira Machado (foto) estava entusiasmada com a festa do seu aniversário de 15 anos, em setembro. Na festa haveria música de Ivete Sangalo, da qual Luíza era fã. Amigas afirmaram que ela era uma pessoa tranquila e pacata.
Seus pais tinham preocupação com a segurança, tanto que a acompanhavam até o portão da escola.
Ela estava no 8º ano do Ensino Fundamental. A tia Cristiane da Silva Machado Gomes, contou que Luíza sonhava em ser modelo fotográfico. “Ela adorava tirar fotos e colocar no Orkut.” Fazia curso de inglês e frequentava academia de ginástica.
O corpo foi sepultado às 11h30 de sexta-feira (8) no cemitério Jardim da Saudade. Mais de cem pessoas acompanharam o cortejo fúnebre. Uma avó não se conformava de a vida da neta ser interrompida por brutal crime. “Ela querida ser modelo.”

 

Mariana Rocha de Souza, 12
Mariana Rocha de Souza (foto), 12, tinha na escola um irmão de 9 anos. O menino disse que de sua classe, no terceiro andar, ouviu tiros que vinham de onde a irmã estava. Uma colega de Mariana disse que ela era vaidosa, adorava ser fotografada e que pretendia ser modelo. Nadia Ribeiro, sua madrinha, acrescentou que a adolescente era também muito estudiosa.
O sepultamento do corpo ocorreu por volta das 12h de sexta-feira (8) no cemitério do Murundu, onde houve o enterro de outras vítimas do atirador Wellington Menezes de Oliveira. Um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o local jogando pétalas de rosas em homenagem às vítimas.

 

 

Milena dos Santos Nascimento, 14
Milena dos Santos Nascimento (foto), 14, estava no 6º ano. Waldir Nascimento, seu pai, disse que ela não faltou este ano nenhum dia à escola por gostava de estudar.
Na escola, ela tinha duas irmãs, Tainá, 14, e Helena, 12, que nada sofreram, mas presenciaram a tragédia. Tainá se salvou porque um professor a colocou em uma sala e a trancou e Helena fugiu para o auditório, cuja porta foi bloqueada por uma barricada.
O pai não culpou o governo pela falta de segurança na escola. “O atirador podia ter feito o mesmo em uma praia.” A família passou a considerar a possibilidade de voltar para a Bahia.
O corpo de Milena foi sepultado por volta das 14h30 de sexta-feira (8) no cemitério do Murundu, na Zona Oeste do Rio.

 

 

Rafael Pereira da Silva, 14
Rafael Pereira da Silva (foto), 14, foi o primeiro ou o segundo a ser assassinado por Wellington Menezes de Oliveira. O atirador mirou preferencialmente nas meninas — dez delas foram mortas. Rafael foi uma das duas exceções. A foto ao lado é da carteirinha do transporte escolar. Era estudante do 7º ano. Ele foi adotado com poucos anos de vida. Cinco anos depois, a mulher que o adotou morreu, mas antes pediu ao seu genro, o instalador de som Carlos Maurício Pinto, 38, que cuidasse dele.
O corpo de Rafael foi sepultado no começo da tarde de sexta-feira (8) no cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio. Amigos dele participaram do cortejo com faixas pedindo seguranças nas escolas. Algumas pessoas passaram mal e tiveram de ser atendidas por médicos.

Samira Pires Ribeiro, 13

Samira Pires Ribeiro (foto), 13, estava no 8º ano da Escola Municipal Tasso da Silveira há pouco tempo, desde o início deste ano letivo. Uma de suas melhores amigas na escola era Larissa dos Santos Atanázio, que também foi alvejada pelo atirador. Ambas morreram juntas. A família, como não a encontrou na escola, percorreu três hospitais na expectativa de que ela estivesse internada. A busca terminou no Hospital Albert Schweitzer, onde estava o corpo.
O sepultamento do corpo da Samira ocorreu na tarde de sexta-feira (8) no Cemitério de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Durante o cortejo, a estudante Fernanda Rodrigues, vizinha da familia de Samira, chorando questionou: “O que leva um homem fazer isso com uma menina dessa idade, que está começando a vida?”
Vera Lúcia Pires, mãe de Samira, disse que “a ficha só estava caindo” naquele momento, durante o enterro.

As informações sobre as vítimas foram extraídas de portais, jornais, emissoras de TV e rádio e das redes sociais.
Clique aqui e veja o perfil do orkut de todas as vitimas
Paulopes / Portal Padom

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