O escritor Daniel Kibblesmith, acabou de lançar nos Estados Unidos o seu mais novo livro infantil denominado como “Santa’s Husband” (O marido do Papai Noel), onde conta para as crianças de uma outra maneira a história do “bom velhinho”, o Papai Noel.

Publicado por uma das maiores editoras do mundo, a HarperCollins, Kibblesmith descreve em seu livro que Santa Claus na verdade é negro e gay. E que aquele outro senhor de bochechas rosadas e olhos azuis, estampado em todas as propagandas e enfeites natalinos, é David Claus, seu respectivo marido.

No livro, os dois senhores barbudos, gorduchinos e de meia idade são casados e vivem no Polo Norte, onde mantem um relacionamento homoafetivo e inter-racial. O autor, fez de tudo para eles parecerem um casal normal e feliz, onde dividem as tarefas domésticas, assistem à TV de mãos dadas, dançam ouvindo música no rádio. Passam as férias na praia, brincam com o cachorro, jogam peteca, plantam girassóis.

De vez em quando, um dorme deitado no colo do outro, no sofá. Papai Noel ressona sorridente, enquanto David Claus lê um livro, os pés agasalhados por pantufas cor-de-rosa com cara de coelhinho.

A cada final de ano, porém, a mesma trabalheira os aguarda. É preciso checar a interminável lista de pedidos das crianças dos mil cantos do planeta, supervisionar a fabricação dos brinquedos a cargo dos elfos, fazer as inúmeras entregas na noite de Natal e, em meio a tanta correria, ainda encontrar tempo para recorrentes aparições nos pátios decorados dos shoppings centers.

Segundo a Folha, a ideia do livro surgiu quase por acaso. No ano passado, quando um shopping estadunidense contratou um homem negro para se fantasiar de Papai Noel, as redes sociais foram assoladas por impropérios racistas. O roteirista Daniel Kibblesmith decidiu embarcar na discussão e, falando por ele e pela esposa, escreveu no Twitter:

“Decidimos que nossos futuros filhos só conhecerão o Papai Noel preto. Caso vejam o branco, diremos que é o marido dele.” O post recebeu 8.300 likes e 3.000 retuítes. Em um deles, a ilustradora Ashley Quach respondeu: “Boom. Novo livro infantil”.

A história do Papai Noel negro e homossexual, escrita por Kibblesmith e ilustrada por Quach,  tem como objetivo enfrentar a intolerância contra a pratica gay, utilizando de uma linguagem atrativa para as crianças.

“As pessoas já imaginaram o Papai Noel de centenas de maneiras diferentes ao longo dos anos”, diz um trecho, chamando a atenção para o modo como as tradições culturais são fruto de construções históricas, incluindo aquelas instigadas pela mídia e pela sociedade de consumo.

“Talvez Papai Noel possa vir em todas as formas, cores e tamanhos”, prossegue o texto, “exatamente como as famílias que ele visita em todo o mundo”. A esse ponto, as imagens aquareladas, retratando diferentes arranjos familiares, complementam e dão maior expressividade aos sentidos da narrativa, com sutileza, humor e sensibilidade.

A exemplo de todo casal, é claro, Papai Noel e David Claus costumam ter eventuais desentendimentos. David sempre reclama, por exemplo, quando Papai Noel esquece de tirar as botas ao chegar em casa, descendo pela chaminé e sujando de fuligem o chão da sala.

Nada que não possa ser resolvido com beijos, uma boa troca de afagos, um copo de leite e um prato de biscoitos, como sugerem o texto e a imagem de Santa Claus e David Claus esfregando as respectivas barbas brancas, em gesto de carinho.

Resumindo, estão passando dos limites essa história de movimento gay não é mesmo

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