chamadosasersantosRomanos 1 : 1-7

Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado a ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus. O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor, pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome, entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo. A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Não podemos deixar de sentir compaixão pelo secretário de Paulo, Tertius (16:22), que estava a tentar escrever estas palavras à medida que jorravam dos lábios do apóstolo. Esta passagem marca o tema de toda a carta, colocando-a num contexto da trinitário (vv. 1, 4), relacionando-o com a vida, morte e ressurreição de Jesus (vv. 3, 4) e explicando a sua autoridade apostólica e o propósito do seu ministério: ‘para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome’. Ele também identifica aqueles para os quais está a escrever: ‘a todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos’. Poderíamos parafrasear esta frase dizendo: ‘a todos os Cristãos em Roma, no caminho para a santidade’.

Houve uma grande presença Judaica na capital. Antes das expulsões que ocorreram por ordem de Claudius, uma estimativa calcula que fossem cerca de 40,000 e, na altura em que Paulo escrevia esta carta, o número provavelmente rondaria esse valor. A maioria dos Cristãos tinha encontrado Cristo através do seu contacto com as sinagogas. Os Judeus convenceram-se que Jesus era o Messias prometido; os gentios, inicialmente atraídos pelo monoteísmo dos Judeus, eram atraídos para Jesus cujo evangelho era para todo o mundo. Tanto os crentes Judeus como os convertidos Gentios foram ‘chamados a ser santos’ – pessoas cujo destino, pela graça de Deus, foi ser ‘feito santo’.

Reflexão

Hoje, lembremo-nos daqueles que morreram na guerra. Eles não eram necessariamente ‘santos’, mas, como Jesus disse, dar a própria vida pelos outros é mostrar o ‘maior amor’ (João 15:13). Aqueles ‘chamados a ser santos’ também estarão mais atentos a ‘dar’ que a ‘receber’.

David Winter

[extraído de New Daylight September – December 2007] padom.com

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