Católicos são 73%, mas apenas um terço vai à missa

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catolicos rezandoPesquisa divugada nesta quinta-feira pela Arquidiocese de Maringá mostra que, nos 27 municípios sob sua jurisdição, católicos são 73% e evangélicos, 21%

Um terço dos católicos da região de Maringá vai às missas com frequência. A informação consta de uma pesquisa feita pela Arquidiocese de Maringá, divulgada nesta quinta-feira (2). Das 9.808 pessoas entrevistadas nos 27 municípios de abrangência da arquidiocese, 7.230 afirmaram ser católicas. Outras 2.074 disseram ser evangélicas.O padre Sidney Fabril, coordenador arquidiocesano da Ação Evangelizadora, diz que a intenção da igreja não é atrair fiéis de outras religiões, e sim fazer com que os católicos participem mais da igreja, já que a pesquisa revelou que a maioria deles sequer vai à missa. O padre considera que a partir do momento que as paróquias se tornarem comunidades acolhedoras e fizerem atendimento personalizado aos fiéis, as pessoas terão vontade de frequentar a igreja.

“Temos um campo muito grande de trabalho para fazer com que as pessoas participem mais.” Segundo o levantamento, 4,33% dos entrevistados disseram que a forma de acolhida da paróquia que frequenta deveria melhorar. O campo de trabalho a que se refere Fabril é o Plano de Ação Evangelizadora. A arquidiocese já traçou as quatro diretrizes que serão prioridade até 2012. A primeira delas é a família.

O padre considera que a igreja Católica precisa organizar grupos para atingir as famílias, já que muitas estão em situação de sofrimento, separação e pobreza. São três projetos em vista: encontro de preparação para o matrimônio, acompanhamento de recém-casados e acolhida dos casais em nova união.

A segunda meta é organizar as paróquias em pequenas comunidades. “Elas têm de passar a ser vistas como um conjunto de comunidades”, diz o padre. A terceira prioridade é a promoção da vida e ação social. A arquidiocese planeja instalar a Pastoral da Saúde e trabalhar com prevenção de doenças. “Nós atendemos os enfermos, mas não trabalhamos para que as pessoas não fiquem doentes”, aponta.

Outro projeto refere-se à recuperação de nascentes, rios e matas ciliares. “Queremos salvar o maior número possível de nascentes porque a água é um patrimônio que está se perdendo.” A quarta e última diretriz é a juventude. A igreja Católica quer acolher os jovens e valorizar sua participação. “Vamos formar líderes jovens que falem a linguagem deles para que possamos evangelizá-los.”

O arcebispo dom Anuar Battisti diz que mudanças na forma de acolhida dos fiéis, celebrações mais participativas e tratamento personalizado podem levar mais católicos às missas e “tocar o coração das pessoas”.

Evangélicos

Na região, o número de evangélicos segue em crescimento, enquanto o número de católicos está estável. A pesquisa feita pela Arquidiocese de Maringá mostra que os católicos são 73,72% na região, enquanto os evangélicos são 21,15%.

Comparados aos dados do IBGE, de 2000, os números apresentados pela igreja mostram crescimento de 2,41 pontos porcentuais de evangélicos e ainda a queda em 2,03 pontos porcentuais de pessoas que se declararam sem religião. Dom Anuar Batistti diz que o êxodo não é um fenômeno exclusivo da igreja Católica. “As pessoas migram de uma religião para outra em busca do milagre, seja ele da cura ou de problemas financeiros.”

O padre Sidney Fabril diz que a acolhida das igrejas evangélicas é um aspecto forte frente à igreja Católica, mas ele deixa claro que não há disputa de fiéis. “Não queremos saber disso porque isso não é nem cristão e nem humano.”

O presidente da Ordem dos Pastores Evangélicos de Maringá, Valdinei Pereira, atribui o crescimento à nova forma de organização das igrejas evangélicas. “Antes, elas eram espalhadas e cada uma se preocupava em expor sua doutrina; hoje, existe união”, conta o pastor. “A unidade levou as pessoas a verem que o Evangelho é muito mais que uma placa com nome de igreja.”

odiariomaringa/padom.com

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