JUNTE-SE AO NOSSO GRUPO no Telegram ou WhatsApp. Oferecemos o que há de mais relevante em notícias e conteúdo cristão 🤗

Adicionando-lhe os apócrifos

Poucos sabem que em 1546, no Concílio de Trento, o clero católico adicionou à Bíblia sete livros apócrifos. Eles já vinham fazendo isso desde o século V, contudo, o reconhecimento oficial e definitivo desses livros por parte da Igreja Católica se deu a partir do século XVI.

A adição dos apócrifos à Bíblia se deu pela seguinte razão: Prover aos padres recursos para “provar” pela “Bíblia” que o Catolicismo é ortodoxo. Por exemplo, 2Macabeus, capítulo 12, versículos 40 a 46 diz que é certo rezar pelas almas dos mortos. E no capítulo 15, versículos 11-16 deste mesmo livro, consta que Onias e Jeremias, então já falecidos, intercediam a Deus em prol dos judeus. Ora, uma “Bíblia” assim era tudo que o clero católico precisava. Nenhum livro da Bíblia manda rezar pelos mortos, tampouco dizem que os mortos oram por nós; só 2Macabeus o faz; e o leitor não desconfia de nada? Ademais, se esse expediente sugerido por 2Macabeus 12. 40-46 produzisse algum efeito positivo, o tormento eterno para os ímpios deixaria de existir, visto que então esvaziaríamos o Inferno. Talvez alguns católicos tentem se defender dizendo que a religião deles não ensina a rezar pelos que estão no Inferno, mas sim, pelos que estão no purgatório. Porém, caso eles apresentem esse possível argumento, podemos replicar das seguintes maneiras:

Primeira: Se os católicos querem mesmo obedecer o que está escrito no capítulo 12 de 2Macabeus, devem rezar pelos que estão no Inferno, visto que este texto manda rezar pelos que haviam morrido na idolatria. E, como sabemos , até a “Igreja” Católica afirma que a idolatria é pecado grave que priva da comunhão com Deus e conduz ao Inferno (cf.: Catecismo da Igreja Católica, # # 57, 1447, 2097, 2112, 2132, 2289, 2380, 2534, 2567 e2779).

Segunda: Num panfleto católico intitulado Ele Enxugará Suas Lágrimas, em meu poder (no qual consta que o mesmo foi publicado “Com aprovação eclesiástica ” e, portanto, obra oficial dessa seita), podemos ler à página 2 a seguinte reza: “Senhor, lembrai-vos de nossos irmãos que morreram na esperança da ressurreição, e de todos aqueles que já partiram deste mundo! Acolhei-os junto de Vós, na luz da vossa face!” (Grifo nosso). Logo, o clero católico está ensinando a rezar por “todos aqueles que já partiram deste mundo”, e isso inclui os que estão no Inferno, e não apenas os seus correligionários que, segundo pregam os clérigos católicos, padecem no purgatório.

Terceira: 1 e 2 Macabeus são livros históricos importantíssimos, porém, não são a Palavra de Deus e contêm vários equívocos. Uma prova a mais de que esse livro não é inspirado por Deus, é o fato de constar, no último capítulo de 2 Macabeus, um pedido de perdão por possíveis falhas que nele os leitores viessem a encontrar. Isto prova a humildade do autor, bem como a falta de inspiração divina. Ora, é claro que Deus não pede perdão. E, para que o leitor veja com seus próprios olhos que as coisas são assim, transcrevo a seguir, 2 Macabeus, último capítulo, versículos 38 e 39: “[…] Porei aqui fim à minha narração. E se ela está bem organizada e como convém à história, isso é também o que eu desejo; mas se pelo contrário foi escrita com menos dignidade, deve-se-me perdoar”. (Bíblia de versão católica, traduzida pelo Padre Antônio Pereira de Figueiredo, editada pela Novo Brasil Editora. Grifo nosso).

Outros tradutores católicos adotaram termos equivalentes ao “deve-se-me perdoar”, constante da tradução de Figueiredo. Veja estes exemplos:

a) “[…] porei aqui fim à minha narração. Se está bem e como convém à história, isso é o que eu desejo; mas se, pelo contrário, é vulgar e medíocre, não pude fazer melhor” (2Macabeus, 15. 38-39 [Bíblia de versão católica, traduzida pelo Padre Matos Soares, op. cit.]);

b) “[…] finalizarei aqui a minha narração. Se ela está felizmente concebida e ordenada, era este o meu desejo: se ela está imperfeita e medíocre, é que não pude fazer melhor” (2 Macabeus, 15. 37-38 [Bíblia de versão católica, traduzida pelo Centro Bíblico Católico, Editora Ave Maria Lt.da])

A rigor, os apócrifos não foram citados por Jesus, e a mera citação não seria prova de inspiração divina, salvo se Cristo informasse estar citando a Palavra de Deus, usando termos mais ou menos assim: “Está escrito…, as Escrituras contêm…, assim dizem as Escrituras…, assim diz a Palavra de Deus…”. Portanto, para refutarmos o fato de o clero católico dizer que há citações dos apócrifos no Novo Testamento, não precisamos entrar no mérito dessa questão para provarmos a inconsistência desse “argumento”. Basta perguntarmos aos padres por que não adicionaram à Bíblia o livro apócrifo intitulado A Vida de Enoque, já que Judas o citou nos versículos 14 e 15 do livro de sua autoria que leva o seu nome?

Quando o Senhor Jesus nasceu, o Antigo Testamento já estava todo escrito. Os fatos históricos provam que na opinião popular, bem como na dos rabinos, os chamados apócrifos não eram parte integrante do que eles chamavam de Escritura. Uma prova disso é que até hoje, os judeus, por não crerem que Jesus é o Messias, não aceitam o Novo Testamento; e, como por tradição, os apócrifos nunca foram reconhecidos como canônicos, a Bíblia deles só contém o Antigo Testamento. E este é tal qual o das Bíblias protestantes.

O historiador Josefo deixou claro que nos seus dias, os livros tidos como sagrados pelos judeus, eram exatamente o que hoje constitui o Antigo Testamento das versões protestantes .

Os nomes dos livros apócrifos que os clérigos católicos adicionaram à Bíblia desde o século V até o século XVI, são 10:

1) III Esdras;

2) IV Esdras;

3) A Oração de Manassés;

4) Tobias;

5) Judite;

6) A Sabedoria de Salomão;

7) Eclesiástico (não confundir com Eclesiastes). Chama-se, também, A Sabedoria de Jesus, filho de Siraque;

8) Baruque;

9) I Macabeus;;

10) II Macabeus;

Além dos livros acima alistados, o Concílio de Trento decidiu por manter os acréscimos ao livro de Daniel, bem como ao livro de Ester.

Dos dez livros acima, aceitos pela Igreja Católica desde o século V, no século XVI ela removeu os três primeiros.

Originalmente, apócrifo significa oculto, mas passou a significar espúrio. Os apócrifos foram acrescentados às Escrituras Sagradas pela primeira vez, na tradução do Antigo Testamento, levada a efeito por 72 sábios em Alexandria, no Egito, por volta de 286 a.C.. Esta tradução, devido ao número de tradutores que nela trabalharam, tornou-se conhecida pelo nome de Septuaginta. Trata-se da tradução de todo o Antigo Testamento, para a língua grega. Este autor tem um exemplar deste valioso trabalho.

Há muitas obras apócrifas, das quais a “Igreja” Ortodoxa mantém as 14 que a Igreja Católica aceitou até o século XVI, e o Catolicismo as acima relacionadas. A Vida de Enoque,é um dos muitos exemplos que poderíamos dar.

Três livros foram removidos da Bíblia dos católicos no Concílio de Trento, mas infelizmente os demais continuaram lá.

É bem provável que em um próximo concílio os papas acrescentem à Bíblia, (ou removam dela) mais alguns apócrifos. Por que não? Se o fizeram em 1546, não poderão fazê-lo novamente?

No ano 405 d.C., Jerônimo traduziu a Vulgata e por ordem incluiu os apócrifos, mas recomendou que esses livros não deviam ser usados para fins doutrinários. Os apócrifos sofreram forte oposição, na qualidade de livros inspirados, por Júlio Africano, Atanásio, Jerônimo e muitos outros valores da igreja primitiva.

Uma vez que a Bíblia dos católicos, em relação à Bíblia dos evangélicos, tem sete livros a mais, como dois mais dois são quatro, ou os católicos acrescentaram algo à Bíblia ou os evangélicos tiraram algo da Bíblia. E, segundo Apocalipse 22.18-19, há alguém indo para o inferno por causa disso: ou os católicos, ou os evangélicos. Daí a necessidade de pesquisarmos bem, para ficarmos do lado certo, antes que seja tarde demais. Não podemos fazer vista grossa a isso, pois somar algo à Bíblia, ou subtrair dela alguma coisa é (usando jargão católico) “pecado grave” ou “pecado maior”. Portanto, caro amigo católico, se você descobrir que nós, os evangélicos, diminuímos a Bíblia, considere-nos perdidos e esforce-se para nos tirar da perdição. Ajude-nos, por favor! E, se por outro lado, concluir que a Bíblia católica está adulterada, saia do Catolicismo já.

Chamamos Apócrifos ao que os católicos chamam Deuterocanônicos. Ora, o fato de os clérigos católicos terem arranjado até um nomezinho especial para estes livros, prova que eles sabem que estes livros não são como os demais livros da Bíblia. Eles sabem que estes livros têm história. Eles sabem que estes livros causaram polêmicas mil; tendo, pois, gerado acirrados debates através dos séculos, até mesmo entre os próprios clérigos católicos, por cujo motivo tiveram que canonizá-los mais de uma vez. Aliás, esta é a definição etimológica da palavra Deuterocanônico.
Igualando-a à tal de Tradição

Os papas não se apóiam só na Bíblia que eles adulteraram em 1.546 (e isso só, já faria grande diferença), mas também no que eles chamam de Sagrada Tradição. Esta e a Bíblia constituem, segundo dizem crer “um só sagrado depósito da Palavra de Deus”, (Catecismo da Igreja Católica, página 38 # 97). O que é a “Sagrada Tradição” à qual o clero católico freqüentemente recorre, quando é encurralado por um expositor da Bíblia? A bem dizer, nada mais é que o conjunto das tradicionais incoerências que constituem o Catolicismo; as quais, além de chocarem com a Bíblia, são autocontraditórias.

O fato de o apóstolo Paulo ter aconselhado os cristãos primitivos a conservarem “as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa” (2Ts 2.15) é, na opinião dos papas, prova irrefutável de que Deus nos legou a Bíblia e a Tradição. Porém, o que Paulo está dizendo é que a sã doutrina é tradição da Igreja, e que esta doutrina tradicional era transmitida nos seus dias, tanto oralmente, quanto por epístolas. Isto, e mais nada.

Dispomos de duas provas de que a chamada Tradição não é a Palavra de Deus:

1ª) Ela contradiz a Bíblia. Se Deus não é incoerente e a Bíblia é a Sua Palavra, tudo quanto colidir com a Bíblia não é a Palavra de Deus.

2ª) Já vimos que a Tradição é incoerente consigo mesma. Uma encíclica afirma o que a outra retrata. Ora, se ela é auto-incoerente, já não há necessidade de se argumentar a fim de provar que essa barafunda não vem de Deus, visto ser óbvio que Deus fala coisa com coisa, não é mesmo?
Pondo-a abaixo da tal de Tradição.

Na obra intitulada Os Erros ou Males Principais dos Crentes ou Protestantes, da editora O Lutador, lançada sob o IMPRIMATUR do Monsenhor Aristides Rocha, 7ª edição de 1957, afirma-se à página 26 o seguinte:”…Acima da Bíblia está a Tradição, isto é, a pregação de Jesus Cristo que não foi escrita …” Cabe aqui uma curiosa pergunta: Por que as palavras de Cristo que não foram escritas valeriam mais do que as que estão registradas na Bíblia? Será que as doutrinas católicas dependem disso para se sustentar? Obviamente que sim.

O clero católico não pode sair pela tangente, alegando que “a literatura em questão não é oficial”, visto que os envolvidos na elaboração da mesma, bem como o Monsenhor Aristides Rocha (este era Bispo e, portanto, “infalível” também) que a sancionou, não foram sequer advertidos desse gravíssimo erro. Ou não é erro grave somar algo à Bíblia? E, neste caso, com a agravante afirmação de que tal adição é superior à Palavra escrita.

O Catolicismo está enquadrado em Mateus 15.6, onde o Senhor Jesus Cristo diz: “E assim por causa da vossa tradição, invalidastes a Palavra de Deus”.
Sujeitando-a às arbitrariedades dos papas

Quanto à interpretação

O fato dos papas alegarem que só eles e seus bispos podem fornecer a real interpretação da Sagrada Escritura, além de pretender tolher os padres, as freiras, os pastores evangélicos, os católicos leigos e outros de beberem diretamente na Fonte, tenta privar a Bíblia da autoridade que lhe é própria.
Quanto à leitura.

Pois em 1.229 d.C., o Papa de então proibiu ao povo a leitura da Bíblia – um absurdo!

Ainda hoje alegam que só a Igreja de Roma pode ler corretamente a Bíblia – veja o que diz certo site de apologética católica: “A Bíblia é o livro dela (da Igreja de Roma – ICR) e você não pode contestar isto. Ela (ICR) a preservou e só ela sabe o que significa. Ninguém mais tem qualquer direito a isto, ou qualquer autoridade para declarar o que os textos significam. O trabalho de traduzí-la, de imprimí-la, e editá-la, pertence estritamente a ela (ICR) e se ela não pode prevenir aqueles fora de sua jurisdição de mexer na Palavra, então ela tomará cuidado que seus próprios filhos evitem as falsas Bíblias. (http://www.veritatis.com.br/article/180 – 25/08/08)

Ou seja, os leigos não podem ler sozinhos e corretamente a Bíblia.
Quanto à tradução

Informamos no Capítulo 2, que durante muitos séculos os papas proibiram a tradução da Bíblia para os idiomas dos povos. A Edições Loyola (editora católica), publicou um livro que confessa que de fato isso ocorreu. Veja: “Convém lembrar que foi necessária a Reforma protestante, no século XVI, para que a Igreja católica romana permitisse a ‘popularização’ da Bíblia, tolerando que as Escrituras fossem lidas e estudadas em outras línguas vivas e não somente em latim” (“Preconceito Lingüístico”, de autoria do Doutor Marcos Bagno, 23 edição, abril de 2003, páginas 133-134).
Quanto às distorções.

As “explicações” que os papas dão das passagens bíblicas, não convencem aos que se dão ao trabalho de raciocinar. Os papas caluniam a Bíblia, dizendo que ela falou, o que jamais disse.
Negando-a sorrateiramente

Grandes apologistas norte-americanos, como John Weldon, John Ankerberg e Dave Hunt, denunciaram que a Igreja Católica pronunciou sobre a Bíblia assim: “As Escrituras são inerrantes, mas não em sua totalidade”.8 “Daí afirmarmos que a Bíblia é livre de erro naquilo que pertence à verdade religiosa revelada para nossa salvação. Não é necessariamente livre de erro em outros assuntos (por exemplo, ciências naturais)”.

A penúltima afirmação acima, diz que a Bíblia é inerrante, mas não em sua totalidade. Ora, se a Bíblia não é inerrante em sua totalidade, de inerrante ela não tem nada, pois inerrante não é o que erra pouco, mas sim, o que não contém erro algum. E, sendo assim, o clero católico não está falando coisa com coisa.

A última afirmação acima transcrita, também de autoria da Igreja Católica segundo Dave Hunt, diz que a Bíblia, embora livre de erro na área religiosa, se equivoca sobre ciências naturais. Ora, se isso fosse verdade, a Bíblia seria 100% suspeita; porque se Deus não pudesse ser infalível no âmbito científico, por que conseguiria sê-lo no campo religioso?

Como já sabemos, o Papa se proclama infalível. Logo ele é o infalível intérprete da falível Bíblia.

Deste modo está claro que a cúpula da Igreja Católica usa a Bíblia apenas para impressionar os desavisados. Que Deus se apiede deles e dos que neles confiam!

Como se toda essa traição à Bíblia não bastasse, o Frei Battistini induz suas vítimas a suspeitarem de nossas Bíblias, dizendo: “Nenhum protestante pode demonstrar que a sua Bíblia é a autêntica Palavra de Deus” (A Igreja do Deus Vivo, 33ª Edição /2001, Editora Vozes, página 20). Certamente esse Frei crê que a autêntica Palavra de Deus é a esdrúxula e autoritária “interpretação” imposta, que o Papa e seus bispos dão das “bíblias” por eles adulteradas. A essa esdrúxula interpretação, eles adicionam, como já informamos, a ridícula “Tradição” que, além de oficialmente nos ser apresentada pelo clero católico como tendo o mesmo peso da Bíblia (o que já é um gravíssimo erro), é, na prática, encarada como superior à Bíblia, como o confessou o Monsenhor Aristides Rocha, aludido em 4.1.3.
PASTOR JOEL SANTANA
Fonte: http://www.pastorjoel.com.br/catolivro.htm#_Toc203572800

Deixe sua opinião