Casamento católico só é feito na igreja

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A Diocese de Bauru reitera que os padres não têm autorização para celebrar cerimônia religiosa fora de seus templos
Os noivos de Bauru e região interessados em selar a união com a bênção de um padre católico necessariamente realizarão a cerimônia numa igreja da Diocese. Os religiosos não têm autorização para celebrar o sacramento em outros locais como capelas particulares, oratórios, salões de festa ou bufês, por exemplo. A informação foi confirmada ontem pelo bispo dom Caetano Ferrari, transferido para Bauru em meados de abril. Ele tomou posse no último dia de maio. A determinação, no entanto, antecede sua gestão. “O matrimônio é uma celebração litúrgica. É religiosa, não é civil. As celebrações religiosas devem ser feitas, de forma preferencial, nos templos ou ambientes religiosos. É um ato público, litúrgico e oficial da igreja”, reitera o bispo. De acordo com ele, quando era bispo em Franca recebeu pedidos para que abrisse exceções, o que não se repetiu em Bauru, pelo menos por enquanto.
“Têm pessoas que insistem para ter autorização e fazer numa capela, fazenda, chácara, eventualmente num salão de festas. Mas não é um ato social”, explica. Dom Caetano Ferrari informa, porém, algumas possibilidades para permitir uma cerimônia fora da igreja.
É o caso, por exemplo, de quem está internado, com risco de morte, e quer regularizar o casamento na Igreja Católica. Outra exceção é o casamento misto entre um católico e um evangélico, que recusa a igreja por conta das imagens.
“O bispo, então, pode dar autorização para que esse casamento seja feito no salão da paróquia. Essas situações podem existir”, acrescenta o bispo. De acordo com ele, as justificativas devem ser estudadas.
Em Bauru, dom Caetano já foi consultado quanto à possibilidade do padre abençoar um casamento, sendo que uma das partes iniciaria uma segunda união. “Eles sabem que não podem ter casamento, mas gostariam de uma bênção. Isso a gente não pode dar porque seria uma simulação do sacramento. Não podemos fazer uma bênção pública. Se quiserem particular, conversem com o padre e peçam uma particular”, finaliza.
J.C.Bauru / Padom

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