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Menino que morreu neste grave acidente
Menino que morreu neste grave acidente

A camioneta S10, cor prata, placas KLR 6179, conduzida por Juracir Antonio dos Santos, de 40 anos, não teria respeitado o sinal de pare localizado bem na esquina da Avenida Inúbia Paulista com a Rua Enzo Cienteli, no Jardim Monumento, região do Colibri. O veículo de grande porte atropelou o jovem evangélico Danilo Clementino da Silva, de 18 anos. Ele seguia pela Avenida Inúbia Paulista e foi surpreendido pela camioneta. O acidente aconteceu por volta das 12h30. O jovem morreu na hora.

Até a publicação dessa matéria, o corpo estava caído no asfalto quente. Um lençol de cor branca foi colocado sobre ele em sinal de respeito. A perícia chegou às 14h35 no bairro.

Danilo morava com os pais e outros três irmãos de 15, 13 e 6 anos. Evangélico, participava da Igreja Assembléia de Deus no Bairro Alves Pereira. Ele conduzia a motocicleta Honda Biz de cor preta e placa HST 2381. O jovem tinha emprestado o veículo de um amigo para ir ao supermercado. Amigos tomam conta do local onde aconteceu o acidente. Eles esperavam a chegada da perícia técnica. Carros e motos não podem passar por ali. Uma amiga com nome Fátima desmaiou.

O pai Antonio Clementino da Silva, de 42 anos, trabalha nas Casas Bahia e a madrasta, Cilene Gomes, de 49 anos, é empregada doméstica. Eles souberam da tragédia, deixaram o trabalho e foram ao local. Silva falou sobre o filho, demonstrou revolta com a situação do trânsito. A mãe, bastante transtornada, chora e não consegue falar sobre o assunto. Eles recebem apoio dos amigos.

Em 2005, a família perdeu outro filho da mesma idade. Daniel Belizário da Silva, 18, soldado do Comando Militar do Oeste, morreu afogado na chácara Areeiro, em Campo Grande.

O condutor da S10 foi levado para a Ciptran, onde seria submetido ao teste de alcoolemia. Ele espera o retorno da perícia de trânsito para ser encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). Caberá ao delegado de plantão decidir se a prisão em flagrante se faz ou não necessária. O Código de Trânsito brasileiro considera acidentes com morte como homicídio culpos (não intencional), mas há procedimentos policiais que determinam prisões.

Vilãs

Em janeiro o Midiamax publicou uma matéria especial sobre as camionetes e camionetas por conta do envolvimento delas em acidentes graves. Leia:

Conduzir as conhecidas camionetes e camionetas virou uma espécie de coqueluche entre os jovens de Campo Grande, tanto que ao menos 35 mil delas, pouco mais de 10% de toda a frota da Capital circulam pelas ruas, segundo dados do Detran.

Tirando a moda de lado, e levando-se em conta as estatísticas que indicam os acidentes, nota-se que a robustez desses veículos antes fabricados para a lida no campo, agora se tornou uma arma potente e arriscada no trânsito da cidade.

Veja: entre quinta e sexta-feira desta semana em duas colisões envolvendo esses veículos duas pessoas morreram na Capital. E não foram os motoristas das camionetes, equipadas com airbargs e amparadas pelo que há de avançado no campo tecnológico.

Relatório preparado pela Ciptran (Companhia Independente de Policiamento de Trânsito), que listou os acidentes registrados aqui entre os meses de janeiro a novembro de 2008, revela que somente as camionetes, aquelas que possuem carrocerias, se envolveram em 768 acidentes, o mesmo que contar oito casos a cada três dias.

A pesquisa, que pode ser consultada no site detran.ms.gov.br, revela que o volume de acidentes com as camionetas, as fabricadas sem a carroceria, aparece junto com as batidas envolvendo outros automóveis, como Fusca, Uno, Fiesta.

Isto é, a soma das batidas implicando esses carros avaliados em valores que pode superar a casa dos R$ 100 mil, pode ser maior do que o apurado nesta reportagem.

Mortes

Ainda segundo o levantamento da Ciptran, foram anotados cerca de seis mil acidentes de trânsito nas ruas de Campo Grande no período de janeiro a novembro, uma média de 18 por dia.

Nesses desastres, 88 pessoas morreram na hora e ao menos 3 mil ficaram machucadas, alguns delas, que não aparecem na investigação da Ciptran, morreram no hospital. (Com Celso Bejarano Jr.)

Fonte: Midiamix

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