Milionário Shrien Dewani negou envolvimento e será ouvido nesta quarta.
Corpo de ex-modelo sueca foi achado em favela da Cidade do Cabo.
O milionário britânico de origem indiana Shrien Dewani, acusado de mandar matar a própria mulher durante a lua de mel na África do Sul, foi preso e vai ser ouvido em depoimento ainda nesta quarta-feira (8) em um tribunal em Londres.
Ele se entregou em uma delegacia em Bristol, próximo a sua casa. A prisão ocorre a mando das autoridades sul-africanas.
O caso, que até agora era tratado como um sequestro seguido de morte, sofreu uma reviravolta na véspera, quando um taxista confessou ter assassinado a mulher, a ex-modelo Anni Dewani, de 28 anos, a mando do marido.
Tongo disse que Shrien perguntou se ele conhecia alguém que poderia matar sua mulher e ofereceu 50 mil rands (cerca de R$ 2.000) para cada uma das pessoas que ele contratasse para cometer o crime -mas acabou pagando apenas mil, ou pouco menos de R$ 250.
Shrien Dewani negou participação no crime. Em nota, ele disse que as acusações são “muito dolorosas para um jovem que está sofrendo a perda da mulher que amava”.
Na versão dele, o motorista foi rendido por homens armados quando eles voltavam ao hotel. Ele e Tongo teriam sido obrigados a sair do carro, e Anni foi sequestrada e depois morta.
O corpo da mulher foi encontrado um dia depois do crime, em uma favela da cidade. Ela tinha levado um tiro na nuca.
O caso chamou a atenção no Reino Unido e na África do Sul, onde a taxa de criminalidade é alta, mas ataques a turistas estrangeiros são raros.
O taxista fez um acordo com a Justiça para confessar e foi sentenciado a 18 anos de prisão.
Ele se comprometeu a revelar provas sobre outros suspeitos, incluindo dois sul-africanos presos logo após o corpo ter sido encontrado.

G1 / Portal Padom

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