BRAGA,- Silenciar o componente cristão da sociedade é silenciar a verdade, consideram representantes de bispos espanhóis e portugueses.
“A realidade social e cultural dos nossos países, que a mídia deve refletir, tem um inegável componente religioso cristão que faz parte da nossa identidade e que não se pode silenciar sem faltar à verdade”, afirmam no comunicado final do encontro ibérico 2009 das comissões episcopais de comunicação da Espanha e de Portugal, realizado na cidade portuguesa de Braga de 8 a 10 de julho.Os bispos exigiram mais espaço para Deus e para o cristianismo na mídia e pediram que nela sejam respeitados os sentimentos dos católicos e das instituições que os representam.
Na reunião, estudaram as possibilidades e obstáculos da comunicação social entre a laicidade e o laicismo.
Entre outras questões, analisaram como a mídia trata sobre a religião católica e como comunica sobre a Igreja, especialmente através das novas tecnologias, principalmente da internet.
No comunicado final da reunião, “os bispos exigem o direito dos católicos de mostrarem sua visão cristã da vida, sem complexos e com respeito pela pluralidade de expressões existentes”.
“Constatam um secularismo crescente na sociedade atual, que lança suspeitas sobre toda presença do fato religioso no espaço público, do qual os meios de comunicação são o principal expoente”, indica o texto.
Os bispos reafirmam o “direito e dever da Igreja de mostrar, através dos meios próprios ou pela presença dos católicos nos meios públicos e privados, as respostas que o cristianismo oferece aos interrogantes dos homens e mulheres de hoje”.
As comunicações sociais não são uma “zona franca”
Por outro lado, pedem que se eduque – especialmente os mais jovens – para usar de maneira crítica, madura e responsável, os meios de comunicação e as novas tecnologias, em especial a internet.
“O mundo das comunicações sociais não pode ser uma ‘zona franca’, isenta de responsabilidades éticas e morais, do cuidado e vigilância dos pais e dos educadores e da ação protetora das autoridades, obrigadas a defender os menores dos conteúdos inadequados da mídia”, destacam.
Também reiteram “seu apreço pelos meios de comunicação como dons que Deus concede à pessoa humana para que possa desenvolver sua capacidade de comunicação e construir uma sociedade livre, pacífica e democrática”.
E afirmam “a necessidade de sua utilização ao serviço da missão da Igreja, pelo que é necessário potencializar, por um lado, a pastoral específica das comunicações sociais e, por outro, exigir que toda a ação pastoral da Igreja seja mais comunicativa”.
Finalmente, os bispos animam os comunicadores cristãos a ampliarem a presença da dimensão religiosa na mídia e a comunicação social na vida da Igreja.
E diante da crise atual, animam a mídia a favorecer os valores morais, especialmente a solidariedade.
ZENIT/padom.com

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