Biden: “Haverá uma nova ordem mundial e temos que liderá-la”

Embora o presidente não tenha especificado em que consistiria essa ordem, ele mencionou a Otan e os aliados dos EUA no Pacífico durante seu discurso, afirmando que eles apresentam "uma frente unida".

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, previu nesta segunda-feira que o mundo passará por uma mudança na ordem internacional e afirmou que Washington deve liderar o novo sistema.

“60 milhões de pessoas morreram entre 1900 e 1946. E desde então, estabelecemos uma ordem mundial liberal, e isso não acontecia há muito tempo. Muita gente morreu, mas não houve nem perto de caos”, disse o presidente durante uma reunião com empresários em Washington.

“E agora é um momento em que as coisas estão mudando. Haverá uma nova ordem mundial e temos que liderá-la. E temos que unir o resto do mundo livre para fazê-lo”, continuou Biden.

Embora o presidente não tenha exposto explicitamente os problemas enfrentados pela atual ordem mundial, ele dedicou grande parte de seu discurso ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, dizendo que Washington tem que “fazer o que for preciso para apoiar a Ucrânia”. Neste contexto, sublinhou que “a OTAN nunca esteve mais forte ou mais unida em toda a sua história do que hoje, em grande parte devido a Vladimir Putin”.

Além disso, o presidente norte-americano mencionou o grupo Quadrilateral Security Dialogue ( Quad ), formado por EUA, Japão, Índia e Austrália e  repetidamente criticado por Pequim como uma ferramenta anti-China no Pacífico. 

“O Japão tem sido extremamente forte, assim como a Austrália, em termos de lidar com a agressão de Putin. Apresentamos uma frente unida na Otan e no Pacífico”, disse Biden.

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