sequetros-cristãs-egitoA instabilidade política no Egito deixa uma vez mais em evidencia a difícil situação que atravessam os cristãos nesse país. Desde a derrubada do presidente Mohammed Morsi, os cristãos egípcios tem sofrido uma escalada de ataque contra eles. Agora eles esperam e oram para que os novos lideres da nação venha protegê-los, especialmente as jovens que estão sendo sequestradas e obrigadas a converter-se ao Islã.

Cenas de dor são comuns para os cristãos egípcios. Como foi o funeral de um querido sacerdote copta. Islamitas dispararam enquanto ele voltava de realizar umas compras na cidade de El Arish, ao norte do Sinai.

Apesar de trágico, seu assassinato já não surpreende os cristãos egípcios. Os ataques contra eles são frequentes durante os períodos de instabilidade política. Os cristãos têm lutado por anos, não somente pelos ataques as suas igrejas e casas, mas também a suas filhas.

Um dos desafios para as famílias cristãs no Egito é o sequestro de suas filhas jovem. Isso acontece geralmente quando as meninas chegam à adolescência. Elas se mudam para um povoado cristão, mas isso envolve uma série de riscos.

Manel mudou com sua família de um povoado muçulmano para um cristão perto de El Minya. Ela queria proteger a sua filha mais velha, Maryan, de ser raptada e forçada a se converter ao Islã. Ele tomou a decisão depois de observar que alguns jovens muçulmanos tentaram convencê-la a deixar sua família e sua fé.

“As meninas a convidavam para acompanha-las, lhe ofereciam dinheiro, dizendo que ela tinha uma vida dura. Os meninos as enviavam para disser isso. Eu temia que a raptasse e logo exigissem dinheiro para devolvê-la e que não voltasse igual como a levaram“, disse Manel,.

Agora vivendo em outro lugar,  seu marido tem encontrado dificuldade em  arrumar um trabalho. “Estou mais feliz agora, pois é mais seguro para as minhas filhas aqui, mas oportunidades de emprego para o meu marido são poucas, porque muitos não o conhecem“, diz ela.

A família de Maryam pediu dinheiro emprestado para comprar comida e fazer pagamentos da casa. Eles pediram a Deus para ajuda-los, mas eles não são os únicos.

No ano passado, uma comissão de Helsinki, revelou que aumentou o número de jovens cristas desaparecidas e sequestradas.

ichel Clark, especialista em tráfico humano, assegura que existe mais de 800 casos.

No entanto, muitos líderes islâmicos e oficiais do governo desacreditam na questão do tráfico de mulheres cristãs.

Eles insistem que as conversões e casamentos não são por obrigação, mas ocorre quando jovens de diferentes religiões se apaixonam.

Helmy Al Sayed secretário do Partido da Liberdade e Justiça, em Giza, disse que se “um jovem e uma jovem de diferentes religiões se apaixonarem, um deles se converte de sua religião para se casar. O problema é que as famílias não aceitam isso, nem as duas religiões, pois a Igreja não aceita que o seu povo se converter ao islamismo por amor nem o Islã aceita este tipo de conversão. “

Sayed disse que é um problema social que precisa ser enfrentado e não algo religioso.

Há alguns meses, o patriarca copta ortodoxo, Teodoro II, disse que as tentativas de prevenir o tráfico humano e as conversões forçadas muitas vezes falham. “É um assunto muito sensível para nós. Tratamos com o governo, com as autoridades locais por meio do dialogo. Às vezes temos êxito. Mas às vezes não“.

O governo de Morsi fez pouco para reduzir o tráfico humano. A mudança política fornece esperança para os cristãos egípcios que pedem a Deus que o próximo governo obrigue a policia levar a serio as denuncias de sequestros. Também querem ver que o governo julgue os sequestradores.  – cbn

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