portasabertasHomem detona bomba e fere pastor em igreja na Índia; crime pode ter sido influenciado por radicais hindus.Em uma tentativa de interromper as conversões ao cristianismo no leste de Bihar, na Índia, um homem explodiu uma bomba em uma igreja e atirou no pastor. O inspetor de polícia Hari Krishna Mandal contou que o atirador, Rajesh Singh, estava preparado para matar o religioso, chamado Vinod Kumar, de 325 anos, na vila de Baraw, e então, tirar sua própria vida. “No entanto, os cristãos o impediram antes que pudesse causar maiores danos ou se matar”, diz Mandal. De acordo com um líder da Gospel Echoing Missionary Association (GEMS), o pastor foi levado para um hospital próximo a Varanasi e não corre risco de vida.
A igreja onde ocorreu o atentado, Prarthana Bhawan (“Casa de oração”), é ligada à missão GEMS. Cerca de 30 pessoas estavam no templo na hora do ataque. Ninguém se feriu com gravidade, mas algumas mulheres tiveram queimaduras no momento da explosão. “Singh jogou uma bomba pela janela da igreja, e o som da explosão criou o caos na congregação”, disse o inspetor Mandal. Conforme os fiéis fugiam, Singh entrou no prédio e atirou no pastor com uma pistola de curto alcance, feita à mão. O agressor possuía mais bombas para explodir e outras três balas em sua arma, mas foi dominado antes de detoná-las. Os membros da igreja o entregaram à polícia. “Em seu depoimento, Singh afirmou ser pessoalmente contra as conversões de hindus ao cristianismo, e queria matar o pastor para interromper com esse processo”, afirma Mandal.
De acordo com o policial, Singh deve ter agido por conta própria, já que nenhuma organização extremista costuma atuar naquela área, apesar de os cristãos locais afirmarem que a presença de hindus tem aumentado. Além disso, ele estaria piscologicamente perturbado desde que recebeu o diagnóstico de um câncer. Mas há relatos de que um grupo nacionalista mandou uma carta de ameaças ao pastor Kuamar, exigindo que ele parasse de pregar na região. Casado e pai de três filhos, o ministro trabalha em Mandal, no entanto, acredita que mesmo que a ligação de Singh com um grupo nacionalista não tenha sido comprovada, é provável que ele tenha sido instigado a cometer o crime. Kuamar, que é casado e tem três filhos, exerce seu ministério há 12 anos.
(Fonte: Portas Abertas)

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