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De acordo com o padre, apenas quatro famílias estão contra as últimas realizações

Imagens relacionadas a sexo, prostituição, bebidas e drogas parecem estranhas para uma igreja, mas assim eram as pinturas encontradas pelos fieis que freqüentam a Paróquia São José, de Itajobi, cidade vizinha a Catanduva e que conta hoje com 14 mil habitantes. E o assunto ganhou repercussão nacional.Embora incomuns, as ilustrações eram consideradas por muitos como ‘patrimônio’ do município. O cenário teria sido modificado pelo pároco responsável, José Anderson Rodrigues.
Moradores estariam revoltados com a atitude do padre e foram reclamar. “Para a gente que nasceu aqui, cresceu aqui, foi batizada aqui, casou aqui, é lamentável. Acho que a pessoa, para tomar uma atitude dessas, devia consultar a população”, diz uma moradora em entrevista ao portal G1.
PADRE x COMUNIDADE
Padre José Anderson explica que apenas três ou quatro famílias, ligadas ao padre Osmar Ticianeli, idealizador da pintura na década de 80, teriam ficado contra a reforma realizada na paróquia.
A Igreja São José foi fundada em 15 de fevereiro de 1910, desmembrando-se da Paróquia de Novo Horizonte.
Mesmo sendo desmembrada em 1910, foi somente em 1920 que se deu início à construção da Igreja Matriz de São José, sendo terminada no ano de 1929.
Padre Osmar, de acordo com o atual pároco da igreja, foi o responsável pela ‘revolução’ das pinturas dentro da Igreja Matriz. Até 1984, as imagens que se encontravam dentro da igreja correspondiam a temas tradicionais defendidos pela Igreja Católica, bem como figuras de santos e acontecimentos bíblicos.
Percebendo a necessidade de reformar o templo, padre Osmar contou com o apoio de populares que fizeram doações e foram modificadas as pinturas no interior da igreja. A intenção era lembrar os fieis sobre os pecados que os rodeiam. “Aquelas famílias que realmente participam da comunidade sabiam da necessidade da reforma e o porquê ela foi feita”, explica o pároco.
Ele conta que toda a parte elétrica estava danificada. Os fios seriam encapados com pano. “Durante as celebrações, as luzes apagavam e acendiam sozinhas, devido a problemática da fiação, do mau contato”, recorda.
Diante disso, o padre teria chamado os responsáveis por uma empresa elétrica de Catanduva, para verificar a situação da igreja. “O engenheiro constatou a necessidade da reforma e foi isso que fizemos. Foi realizado um projeto e a obra executada por uma empresa de Rio Preto”, salienta.
O agravante é que o teto da Igreja São José é feito de vigas de madeira, sustentadas por tela de galinheiro e uma fina camada de gesso. “Se ocorresse um curto-circuito, o fogo se espalharia rapidamente e tudo iria abaixo, o que resultaria em uma tragédia”, destaca padre José Anderson, que acrescenta ainda que, aos finais de semana, durante os quatro horários de celebrações, em média, 500 fieis lotam a igreja.
A parte elétrica já foi feita e, para isso, foi preciso cortar as paredes. Como consequência, teve que ser realizada a pintura, apagando as antigas ilustrações. “Se não houvesse um problema real e tão grave, eu não mudaria nada na paróquia”, cita.

O Regional / Padom

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