O Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) instou as denominações afiliadas ao organismo ecumênico internacional a condenarem publicamente a violência contra as mulheres na República Democrática do Congo (RDC) e a declararem tal agressão como “pecado”. “Os brutais crimes de violência sexual contra as mulheres aumentaram de maneira maciça e se tornaram onipresentes no país, especialmente desde o início das operações militares, em janeiro de 2009”, assinalou o Comitê em declaração emitida ontem.
A declaração, adotada ao término da reunião do Comitê reunido em Genebra de 26 de agosto a 2 de setembro, pede que as partes envolvidas no conflito armado congolês se comprometam a pôr fim aos atos de violência sexual contra as mulheres e as jovens.
O CMI reclama do governo do Congo que acabe com a impunidade das violações e desenvolva estratégias eficazes na luta contra a violência sexual, conduzindo perante a Justiça os responsáveis por tais crimes e protegendo os civis, em especial as mulheres e as jovens.
“Milhares de mulheres e garotas sofreram devido as violações e a escravatura sexual forçada, e muitas vezes são obrigadas também a servir como soldados nas fronteiras”, denuncia o CMI.
A crescente violência sexual contra as mulheres afeta de modo especial a região de Kivu do Sul, onde grupos armados e milícias de países vizinhos “cometem atrocidades sexuais de uma brutalidade inimaginável, que vão além da violação e têm como objetivo a destruição completa, física e psicológica, das mulheres.”
Fonte: ALC/padom

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