Adquirir imóveis faz parte da história da Igreja Católica

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edvino-steckelA crise aberta com a descoberta da compra de um apartamento de luxo pela Arquidiocese do Rio de Janeiro causou a demissão do padre Edvino Steckel. Ele ocupou o cargo de ecônomo – administrador dos bens da Arquidioce – durante a gestão de Dom Eusébio Scheid, encerrada no mês passado.

O apartamento, na avenida Rui Barbosa, no Flamengo, tem cerca de 500 m² e serviria de residência para Dom Eusébio quando ele viesse ao Rio – o arcebispo emérito (aposentado) foi morar em São José dos Campos, São Paulo. De acordo com escritura arquivada no 3º Registro Geral de Imóveis, o imóvel custou R$ 2,2 milhões. A taxa de condomínio é de R$ 2 mil.
Em entrevista divulgada pela Rede Record, o sociólogo Tadeu Blanchetti explicou que a atitude do padre Edvino não é um comportamento estranho para a Igreja Católica, que sempre foi grande proprietária de terras. Na Idade Média, reis e senhores feudais doavam terras ao Clero em troca do apoio político do papa ou para receber indulgências. “As indulgências eram uma forma que o “cristão pecador” encontrava para garantir seu lugar no Paraíso. A indulgência era dada pelo Clero (Igreja), mas só depois que o “pecador” pagasse uma boa soma é que o pecado seria perdoado.

Padre Edvino foi obrigado a se afastar do cargo de ecônomo e deixou a diretoria da Rádio Catedral.

A decisão de afastar o padre Edvino foi tomada pelo novo arcebispo, Dom Orani Tempesta, durante reunião, quarta-feira, com os seus bispos-auxiliares. Irritado ao saber da compra do apartamento, Dom Orani chegou a adiar uma viagem para a Alemanha: só embarcou ontem (10), depois de resolver o problema. A assessoria de imprensa da Arquidiocese do Rio divulgou que padre Edvino “pediu demissão” dos cargos domingo passado.

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