Uma equipe de policiais civis, chefiada pelo delegado Nelson Nascimento, prendeu ontem, por volta das 9h, Fábio Júnior Santos Souza, 26 anos, acusado de ser o autor do crime em que foi vítima a menina Taís Silva Florêncio, 10 anos. De acordo com o delegado, todos os indícios apontam para Fábio Júnior, que era amigo íntimo da família de Taís. Um dado que reforça a suspeita da polícia são os arranhões que o acusado apresenta pelo corpo, assemelhando-se marcas de luta corporal. A tese é sustentada pela presença de pele humana nas unhas da vítima, revelando a tentativa de se livrar do agressor. “Existem muitos indícios e, um deles é o fato de Fábio estar todo arranhado, além disso, testemunhas afirmam que o viram entrando na residência da vítima naquele horário”, informou o delegado Nelson Nascimento.
O acusado não quis falar com a imprensa e durante o interrogatório negou a autoria do crime.
Ainda, de acordo com polícia Fábio Júnior era amigo íntimo dos pais de Taís e costumava frequentar quase diariamente a residência do casal, tanto que na noite do crime ele estava utilizando uma motocicleta azul, pertencente a Severino Pessoa Florêncio, pai da vítima. De acordo com as investigações da polícia, o veículo deveria ser devolvido ao proprietário exatamente na noite do crime (sábado), porém isso não aconteceu, pois Fábio Júnior simplesmente sumiu após o anúncio da morte de Taís.
Para o delegado Nelson Nascimento, o desaparecimento de Fábio é mais um indício de que ele é o autor do crime, pois na condição de amigo dos pais de Taís, o acusado deveria, ao menos, ter comparecido ao velório para prestar solidariedade ao casal.

O CRIME
Taís Florêncio foi violentada sexualmente e assassinada por volta das 22h do último sábado dentro de uma construção localizada nos fundos da residência em que morava. A vítima residia na rua Olavo Bilac, próximo ao igarapé Irurá, no bairro do Santarenzinho.
Segundo o depoimento de parentes, o crime aconteceu no momento em que os pais da menina, Severino Pessoa Florêncio e Eronilda Silva Florêncio, a deixaram em casa. Eles teriam saído, por cerca de uma hora, para buscar uma geladeira, guardada em outra residência. Ao retornar o casal imediatamente sentiu falta de Taís, que deveria estar dormindo junto com a irmã de seis anos.
Desesperados, os pais começaram a procurar pela garota e até pediram ajuda aos vizinhos que informaram não terem visto a mesma. Depois de alguns minutos, os pais de Taís resolveram vistoriar a construção e, em um dos cômodos, encontraram o corpo da menina.
“Ela estava de bruços, sem roupa, tinha várias marcas de pancada na cabeça, sinais de estrangulamento e costelas quebradas”, contou um tio da vítima.

ENTERRO
Taís Florêncio era estudante da 5ª série e iria completar 11 anos em outubro. Ela era evangélica e, apesar da pouca idade, já liderava um grupo em sua igreja, por meio de uma célula.
Seu corpo foi sepultado no final da manhã de ontem sob forte comoção de parentes e amigos.
Durante o velório várias colegas da Taís desmaiaram e tiveram de ser amparadas por terceiros. Um grande número de alunos fardados, acompanhou o velório e o cortejo.

Diário do Pará / Padom

Deixe sua opinião