A política que envergonha o Evangelho

Noticias Gospel – Recentemente foi noticiado pela imprensa nacional que o deputado federal Eduardo Cunha PMDB-RJ, usou uma denominação evangélica para receber cerca de 250 mil reais de dinheiro que segundo investigações apontam ser da corrupção na estatal Petrobras.

O episódio envolvendo o deputado e a família Ferreira da Assembléia de Deus Madureira, foi negado pelo deputado, porém líderes da denominação não se manifestaram sobre o assunto.

eduardo-cunha-siteO esquema de corrupção que envolveu vários parlamentares foi conhecido como “petrolão”, e segundo investigações do Ministério Publico Federal, o rombo foi de aproximadamente 6 bilhões de reais.

O que nos deixa aflitos, é ver que infelizmente o nome dos evangélicos acaba sendo escandalizados por parlamentares do perfil de Eduardo Cunha.

Em delação premiada o então presidente da Câmara dos Deputados, foi acusado por cinco testemunhas que alegam que ele teria recebido cerca de 20 milhões de reais em propina. Eduardo Cunha sempre negou o episodio, porém o Ministério Publico da Suíça, enviou ao Brasil documentos que comprovam contas do parlamentar e de seus familiares em paraísos fiscais.

Movimentos das redes sociais encabeçam críticas ao deputado, porém muitos deles acabam zombando da idoneidade das igrejas evangélicas devido à corrupção que Cunha se envolveu.

Para piorar a situação, alguns pastores midiáticos defenderam em público o presidente da câmara, um deles foi o pastor Silas Malafaia que apoiou o parlamentar quando este disputava o cargo de presidente da câmara. Outro que defende em público Eduardo Cunha é o também o deputado e amigo pastor Marco Feliciano.

Com esses esquemas de corrupção envolvendo parlamentares evangélicos, os membros acabam sendo envergonhados na sociedade que criticam o caráter da igreja.

Alguns levantam abertamente a tese de que se vale a pena eleger parlamentares evangélicos, tendo em vista a grande exposição que a igreja sofre diante dos escândalos.

Vale à pena ceder os púlpitos das igrejas para que tais candidatos usem os votos evangélicos sobre o pretexto de “defender a igreja”? Será que eles realmente defendem a igreja ou tem escandalizado mais ainda a obra de Deus? Deixem suas opiniões.

Uma pequena opinião desse escritor é que antes de votar, não se deixem levar por pedidos de líderes das igrejas (pastores), mas faça uma simples consulta no site de pesquisa e procurem saber se aquele candidato responde a processos ou já foi acusado de algum esquema de corrupção. Se a igreja tivesse feito isso, talvez não estaria sendo envergonhada por políticos do perfil de Eduardo Cunha e tantos outros.

 

André Santos

Portal Padom

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