Podemos perceber a dor de diversas maneiras, como sinônimo de expiação de culpas, a exigir dos sofredores uma postura passiva e resignada ou como um teste de fortaleza

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Podemos perceber a dor de diversas maneiras, como sinônimo de expiação de culpas, a exigir dos sofredores uma postura passiva e resignada ou como um teste de fortaleza

A dor é importante para o equilíbrio e para o desenvolvimento de nossas vidas. Afinal, como explica João Augusto Figueiró, médico psicoterapeuta do Centro Multidisciplinar de Dor do Hospital das Clínicas da USP, em seu livro “A Dor” (coleção “Folha Explica”), ela se contrapõe ao prazer, formando com ele uma balança.

Esse equilíbrio é rompido quando se tenta eliminar a dor, bombardeamos o organismo com medicamentos, ou quando deixamos de sentir prazer. Além disso, a dor é imprescindível para o desenvolvimento emocional e espiritual do ser humano.

“Podemos perceber a dor de diversas maneiras, como sinônimo de expiação de culpas, a exigir dos sofredores uma postura passiva e resignada”, ou como “teste de fortaleza, que impõe às suas vítimas uma atitude estoica”, escreve Figueiró.

Além disso, a dor possui outro aspecto positivo: “os incômodos que sentimos no corpo significam que estamos vivos e somos capazes de enviar estímulos ao cérebro”, afirma o quiropraxista Luiz Miyajima, pós-graduado em quiropraxia esportiva pela New York Chiropractic College (EUA) e responsável pela clínica QuiroVida no Brasil.

Tratamento

Apesar de ter seu lado positivo, isso não significa que é preciso sentir dor sempre. Muito pelo contrário: é preciso estar atento aos sinais do organismo para tratar a raiz da dor e, assim, eliminá-la efetivamente.

O tratamento para a dor têm evoluído muito nos últimos anos. Pesquisa feita na Northwestern Health Sciences University, em Minnesota (EUA), e publicada na revista “Annals of Internal Medicine” apontou que cada vez mais pacientes com dores têm procurado alternativas de tratamentos conservadores ao invés de partir logo para medicamentos ou cirurgias.

“Um bom exemplo é a quiropraxia. Recentemente foi feito um estudo em pacientes com dores cervicais e foi concluído que a manipulação das articulações é mais eficaz que tomar analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares”, diz Miyajima.

Outra tendência é tornar o tratamento da dor mais individualizado: em vez de medicamentos de doses fixas, procura-se a dose da medicação que o paciente precisa, por meio de aparelhos sofisticados que liberam doses no organismo, dependendo da necessidade.

“O estudo da genética tem ajudado a desenvolver fármacos mais específicos para determinadas populações de indivíduos”, afirma George Miguel Góes Freire, anestesiologista, acupunturista e algologista do Hospital Albert Einsten. .

“Aumentou-se o conhecimento sobre os procedimentos minimamente invasivos para tratamento de dor, muitos pacientes deixaram de tomar medicamentos ou diminuíram as doses devido a isto. A medicina física tem tido crescimento importante como na área de Acupuntura, Fisiatria e Fisioterapia”, finaliza.

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