ms cara limpa“Tenho 17 anos e uso base e maconha. Segunda-feira eu vou pra clínica, mas eu vou querer visita. Tem duas semanas que eu não uso. Quando bate a vontade eu oro. Pode escrever isso ai!”.

“As famílias estão doentes. O mais frágil não agüenta e se rende às drogas”.

“A maior dificuldade é receber ajuda quando o usuário está quebrando toda a casa. Não tem para onde levá-lo”.

Todos os testemunhos fazem parte da vida de pessoas que trabalham com dependentes químicos, ou, conhecem bem de perto o tormento das drogas. As entrevistas foram concedidas durante a caminhada pela vida “MS de Cara Limpa Sem Drogas”, neste sábado (20), no ponto de concentração, Praça Ary Coelho, localizada na região central de Campo Grande. A partir da praça, os participantes seguiriam pela Rua 14 de Julho até a Rua Marechal Cândido Mariano Rondon. De lá, o público com faixas e cartazes iria encerrar a mobilização na Praça do Rádio Clube.A caminhada pela vida é uma iniciativa do Esquadrão da Vida e faz parte das atividades da “XI Semana Nacional Antidrogas”, comemorada de 19 a 26 de junho.

Segundo a PM (Polícia Militar), ao menos 1 mil pessoas participaram da atividade organizada pelo Conselho Estadual Antidrogas. Para a importância do evento, o público não pode ser chamado de o esperado, mas quem participou deixou mensagem de superação.

Segundo a conselheria, Maria Angélica Fontonari, o aumento no consumo de drogas já alcança proporções preocupantes e de descontrole. O momento é reunir a sociedade.

Do Amor Exigente, Maria da Graça (*) disse que descobriu que o filho era usuário quando ele tinha 14 anos. Hoje, o jovem está com 21 anos, longe da dependência química e a mãe, fortalecida trabalha como voluntária e orienta as famílias. Foi ela quem disse que no momento que o dependente está destruindo toda a casa, não há auxílio. Falta estrutura para encaminhar as pessoas para internação nos momentos de crise.

Suzanne Duppong, vice-presidente do Ministério Jeame, trabalha com jovens da Cracolândia, em São Paulo (SP). Foi ela quem disse que as famílias precisam de socorro urgente porque estão doentes e o usuário de drogas é o membro mais doente, que não suportou.

“Os evangélicos precisam sair das suas tocas e ir até a dor das pessoas e dar amor de verdade. A violência se combate com amor. A violência doméstica leva à violência da rua. A família precisa de ajuda”.

Alessandra Carvalho

Suzanne Duppong trabalha há 28 anos com jovens das ruas. Foi após viver na adolescência o dia-a-dia das quadrilhas, perder amigos por conta do tráfico e ler livros de David Wilson, que foi chamado por Deus para trabalhar nos guetos americanos, que ela resolveu se dedicar à igreja e fazer a diferença no Brasil.

Já Cristiane, 17, foi quem disse que começa na segunda-feira o tratamento na clínica. Junto com outras amigas moradoras do Jardim Canguru, a menina conta que usa drogas há 4 anos. A mãe é dona-de-casa e o irmão é quem sustenta a família. Foi com o apoio da igreja evangélica que há duas semanas ela está longe das drogas. “Quando bate a vontade eu oro. Pode escrever isso ai!”.

Midiamax/padom.com

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